7 de maio de 2021

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ANEEL aciona bandeira vermelha no mês de maio

A bandeira tarifária vermelha patamar acionada para o mês de maio vai ter um custo de R$4,169 para cada 100 kWh consumidos

Autor: 4 de maio de 2021Brasil
ANEEL aciona bandeira vermelha no mês de maio

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou que a conta de luz no mês de maio vai possuir bandeira vermelha 1, com custo de R$ 4,16 para cada 100 kWh consumidos.

De acordo com a Agência, a medida foi tomada devido à época de secas e a ausência de chuva em algumas regiões do país.

Além disso, a ANEEL informou que as usinas hidrelétricas do país estão com seus reservatórios de água com nível baixo, com isso existe uma necessidade do acionamento dos parques termelétricos.

“Essa conjuntura sinaliza patamar desfavorável de produção pelas hidrelétricas e elevada necessidade de acionamento do parque termelétrico, pressionando os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto de prazo (PLD). A conciliação desses indicadores levou ao acionamento do patamar 1 da Bandeira Vermelha”, informou a ANEEL.

A aplicação da bandeira vermelha nas contas de luz tem impacto sobre a inflação geral do país. Até março, o índice oficial acumulava alta de 6,10% em um ano, acima da meta de inflação para este ano, que é de 3,75%.

O objetivo do sistema de bandeiras é informar aos consumidores sobre o aumento do custo e permitir a redução do uso para evitar que o consumidor pague um valor maior na conta de luz.

Existem três cores para o sistema de bandeiras, a verde significa quando o nível dos reservatórios está alto e não há necessidade de utilizar as usinas térmicas. As cores amarela e vermelha são quando os níveis dos reservatórios estão baixos e quando necessitam das usinas térmicas.

Julio Afonso

Julio Afonso

Graduando em jornalismo na PUC-Campinas. Experiências em redação e conteúdo para mídias digitais.

Um comentário

  • Avatar Miguel disse:

    A escassez de água e a necessária restrição hídrica já eram previstas desde o ano passado. No entanto não há política pública para esse cenário previsível. O que é feito, mais uma vez, é aumentar tarifa.

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