A China está a caminho de controlar quase 40% de todo o lítio extraído no mundo até 2030, segundo uma nova análise publicada pela Wood Mackenzie este lunes (25).
O movimento reforça a crescente influência chinesa sobre a cadeia de baterias, considerada estratégica para os setores de armazenamento de energia e veículos elétricos.
Atualmente, o país já domina grande parte da fabricação mundial de baterias. Agora, segundo a consultoria, empresas chinesas também ampliam rapidamente sua presença sobre a extração do principal mineral utilizado nesses sistemas.
Enquanto isso, a participação da Austrália (que durante anos liderou a produção mundial de lítio) deve cair de 43% em 2020 para 25% até o fim da década, perdendo a liderança global justamente para a China, cuja participação era de 24%.
Além da China, a Wood Mackenzie também prevê crescimento acelerado da produção de lítio em outras regiões, principalmente na África, que deve responder por 13% da produção mundial até 2030. Em 2020, essa participação era praticamente nula.

“O crescimento da produção está se tornando mais diversificado geograficamente, mas a propriedade dos ativos continua concentrada em poucas empresas”, afirmou Allan Pedersen, diretor de pesquisa da Wood Mackenzie.
A consultoria destaca ainda que mineradoras chinesas vêm ocupando espaços deixados por investidores ocidentais, que passaram a adotar postura mais cautelosa em novos projetos de mineração.
O que isso muda para o mercado de armazenamento?
O avanço chinês sobre o lítio ocorre em um momento de forte expansão global dos sistemas de armazenamento de energia com baterias.
A expectativa é que a demanda pelo mineral continue crescendo nos próximos anos impulsionada pela expansão dos carros elétricos, pelo avanço do armazenamento de energia e pela necessidade de flexibilização de sistemas elétricos com maior participação de fontes renováveis.
“À medida que os governos intensificam os esforços para garantir cadeias de suprimento de minerais críticos, a concentração da propriedade do lítio em diferentes regiões produtoras continuará sendo uma preocupação estratégica e política crescente”, destaca a consultoria.
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