Abril 05, 2020

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Dicas para a escolha do microinversor fotovoltaico

Autoria original de João Paulo de Souza, ECORI Energia Solar
Revisado pela redação do Canal Solar

Introdução 

O objetivo deste artigo é falar sobre algumas características dos microinversores para sistemas fotovoltaicos conectados à rede (grid-tie) encontrados no mercado.

Todo microinversor é igual?

Em primeiro lugar, a resposta é não. No mercado brasileiro já vimos muitas marcas que aparecem e depois desaparecem. Alguns produtos voltam com nomes diferentes e há também os que voltam com o mesmo nome, porém distribuídos por outra empresa. Diante deste cenário, vamos listar alguns fatos que podem orientar a decisão de escolha do microinversor.

Presença de potting

Potting é o processo de preenchimento da caixa do equipamento com um composto sólido ou gelatinoso. Esse processo confere diversas qualidades ao equipamento, como maior resistência a choques e vibrações, proteção de placas e circuitos eletrônicos contra umidade ou agentes corrosivos, melhor dissipação de calor, resistência a altas temperaturas, isolação elétrica e impermeabilização. 

Se o microinversor que você pretende adquirir não possui potting, certamente a vida útil do equipamento será muito reduzida. 

Figura 1: Microinversor modelo YC-1000 da APsystems aberto para exposição do potting.

Nos microinversores com potting não existe a necessidade de ventilação forçada (com ventoinha), o que contribui para o aumento da vida útil do equipamento e confere características importantes ao produto. Além do potting, deve-se verificar também se o encapsulamento do microinversor tem grau de proteção IP67, o que é recomendável neste tipo de equipamento. 

O fato de os microinversores serem selados com potting e possuirem elevado grau de proteção torna-os ideais para aplicações em alguns ambientes onde ocorre névoa salina (maresia), áreas classificadas (atmosfera explosiva), ambientes com concentração de amônia (granjas), etc.

A seguir, temos uma relação de lugares que podem se tornar potencialmente explosivos ou que oferecem condições para a redução da vida útil dos inversores tradicionais. Nesses locais o microinversor é a melhor solução para os sistemas fotovoltaicos.

Ambientes sujeitos a vazamentos de gases e vapores: postos de gasolina, distribuidoras de gás, hospitais, estações de tratamento de esgoto, galerias de concessionárias.

Ambientes sujeitos à penetração de fibras e poeira: indústrias têxteis, indústrias de papel e celulose, processadoras de cereais, indústrias alimentícias, indústrias farmacêuticas, processadoras de carvão, madeireiras, cervejarias, moinhos.

Adaptação a diferentes redes de distribuição secundária

No Brasil há diversos padrões de rede de distribuição secundária com diversas tensões nominais. Oito delas são reconhecidas oficialmente pela ANEEL [1]:

  • 208/120V, 220/110V, 220/127V, 230/115V, 240/120V, 254/127V, 380/220V, 440/220V

Uma grande vantagem de alguns microinversores é sua capacidade de operar tanto nas redes 127/220V quanto nas redes 220/380V sem necessidade de utilizar um transformador. O modelo YC-500 da APSystems, por exemplo, opera em todas as redes de distribuição secundárias reconhecidas pela ANEEL. 

Microinversores costumam ser monofásicos, mas também podem ser encontrados na versão trifásica, a exemplo do modelo YC-1000 da APsystems, que é o único produto trifásico no mercado brasileiro com potência abaixo de 10 kVW e também o único microinversor verdadeiramente trifásico do mundo. Esta característica é muito importante, por exemplo, para edificações com instalação elétrica no padrão trifásico cujos proprietários preferem instalar inicialmente um sistema pequeno, prevendo futura expansão. 

Dados os vários tipos de redes (monofásica, bifásica e trifásica), é sempre bom ter à disposição um produto que atenda uma quantidade grande de níveis de tensão existentes. Caso contrário, você terá que gerenciar vários fornecedores e treinar equipes em vários tipos de produtos com características diferentes. 

Figura 3: Microinversores APsystems - trifásico YC-1000 (à esquerda) e monofásico YC-500 (à direita).

Ajuste remoto de parâmetros e armazenamento de dados

Eventualmente será necessário fazer ajustes de parâmetros em função da rede na qual o inversor será conectado. Além disso, infelizmente observa-se a prática de algumas concessionárias em solicitar tempos de reconexão específicos, embora os equipamentos já estejam dentro do limite estabelecido pela ANEEL e testados por laboratórios certificados pelo INMETRO. Fazer estes e outros ajustes remotamente, sem necessidade de deslocamento de equipe técnica, é uma vantagem competitiva que algumas marcas de microinversores podem oferecer.

Também é importante que o microinversor realize o armazenamento dos dados de geração, evitando a perda de informação em casos de falta de energia elétrica ou na falta de um provedor de internet. Imprevistos acontecem, mas é bom que o sistema fotovoltaico tenha meios de armazenar e apresentar suas informações de geração quando tudo volta ao normal.

Figura: Microinversores da APsystems - monofásico YC-600 (à esquerda) e monofásico QS1 (à direita).

Presença mundial, garantia e suporte

Verifique se microinversor que você deseja utilizar já foi testado nos principais mercados mundiais. É importante verificar como é a avaliação desse produto nos mercados mais consolidados e mais exigentes. Também é importante verificar se o equipamento é utilizado em países com condições climáticas similares às do Brasil. Mesmo que o microinversor já tenha presença no mercado local é sempre bom saber como o produto é visto lá fora e como é seu desempenho.

Se o produto já está presente no mercado local, procure conhecer o fabricante e o distribuidor, sobretudo no aspecto da garantia e da oferta de assistência pós-venda. Verifique os comentários de quem já instalou o produto. Faça uma comparação das características técnicas e comerciais. Assim como um dos critérios de classificação de módulos fotovoltaicos é a sua "bancabilidade" (bankability), com os inversores não é muito diferente. Ou seja, o produto deve oferecer longa vida útil, com um índice de falhas próximo de zero, maximizando o retorno do investimento e reduzindo os custos operacionais do sistema fotovoltaico.

As garantias dos microinversores em mercados consolidados e mais exigentes, em geral, é de 25 anos. No Brasil as garantias são definidas pelos fabricantes ou distribuidores. A média das garantias de inversores fotovoltaicos no mercado brasileiro não é tão alta, fica em torno de 4 a 7 anos. Microinversores do fabricante APsystems, por exemplo, são oferecidos no mercado brasileiro com garantia padrão de 15 anos, podendo ser estendida para até 25 anos, de modo a acompanhar o tempo de vida útil esperado dos módulos fotovoltaicos.

Referências

[1] Tensões Nominais. Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. Disponível em: <http://www.aneel.gov.br/tensoes-nominais>. Acesso em 06/03/2019.


 

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Last modified on Terça, 02 Julho 2019 00:41
João Paulo de Souza

Tem Mestrado em Engenharia Eletrônica e Computação pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), graduação em Engenharia Elétrica Industrial e curso técnico profissionalizante em Eletrotécnica Industrial pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA). É engenheiro responsável pela Ecori Energia Solar e especialista em sistemas fotovoltaicos com tecnologia MLPE (module-level power electronics). Membro do Comitê Técnico Brasileiro de Sistemas de Conversão Fotovoltaicas de Energia Solar ABNT/CB-003. Ex-sócio e fundador da LUNION Energia e Automação. Engenheiro de sistemas aeroespaciais na Binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). Foi pesquisador colaborador no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Trabalhou na montagem do Laboratório de Identificação, Navegação, Controle e Simulação (LINCS) no IAE.

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