Outubro 26, 2020

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Energia renovável atrai 90% dos brasileiros, diz IBOPE

Uma pesquisa realizada pelo IBOPE, encomendada pela Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), apontou que 90% dos brasileiros gostariam de gerar sua eletricidade por meio de energia solar, eólica ou outra fonte renovável. Em 2014, 77% apoiava a iniciativa.

A pesquisa de opinião pública, realizada neste ano, mostrou que a faixa etária entre 25 a 34 anos é a que mais defende esta ideia (95%), sendo 14 pontos percentuais superior do que os entrevistados com mais 55 anos (81%). 

“Tivemos uma redução de custos nos últimos anos e uma ampliação nas linhas de financiamento. Então, cada vez mais temos a participação do público jovem, que começa a olhar a geração distribuída como oportunidade de investimento. Ademais, temos um público que também valoriza muito a geração renovável sustentável e isso, consequentemente, contribui no interesse deles em sistemas fotovoltaicos”, explicou Márcio Takata, diretor da Greener. 

Já a Abraceel destacou que o interesse por este tipo de geração energética cresce até 15% conforme sobe o grau de escolaridade, sendo o menor índice (80%) para cidadãos com até o quarto ano do ensino fundamental completo.

“Interessante notar que essa vontade de gerar sua própria energia elétrica fica em 90% e está presente igualmente nas três condições de município (capital, periferia e interior) analisadas. Além de mostrar uma preocupação crescente com a conscientização ambiental, a pesquisa mostra que o brasileiro está cansado do modelo atual e sabe que paga caro pela conta de luz”, comentou Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel.

De acordo com o levantamento, que procurava saber qual motivo faria o brasileiro trocar de fornecedora de energia caso o mercado livre fosse instaurado, a procura por uma eletricidade mais limpa ficou em segundo lugar na pesquisa, com 17%. Este quesito só perdeu atrás do preço, com 64% das respostas, porém ficou à frente da qualidade do atendimento, com 15%.

“Podemos afirmar que o brasileiro quer uma energia mais barata, quer ter a possibilidade de escolher uma opção mais limpa e quer ser mais bem atendido”, concluiu Medeiros.

Para ele, o estudo apontou que as pessoas gostariam de escolher sua empresa fornecedora de energia. “Eram 66% dos brasileiros há sete anos. Agora são 80%, um recorde. Ou seja, a cada 10 pessoas, oito querem mudanças na sua conta de luz. Isso também mostra que elas estão mais atentas a seus direitos e que este debate sobre o mercado livre de energia precisa continuar”, acrescentou.

Desenvolvimento econômico sustentável

Segundo Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o forte interesse dos consumidores reflete a preocupação da sociedade com o desenvolvimento econômico competitivo e sustentável do Brasil no pós-pandemia. "Além disso, esse interesse está ligado também a redução dos preços de equipamentos fotovoltaicos e o aumento crescente das tarifas de eletricidade dos consumidores", destacou.

“Outro fator importante e que chama cada vez mais a atenção dos governos e do Congresso Nacional é o gigantesco potencial de geração de emprego e renda da energia solar. Isso será crucial aos brasileiros na saída da pandemia, que deixou muitos desempregados no país. Por ser um mercado muito dinâmico, com forte atração de investimentos, a energia fotovoltaica é uma alavanca para o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil”, esclareceu Sauaia.

Para Camila Nascimento, diretora comercial da Win Energias Renováveis, o resultado dessa pesquisa só reitera o que o segmento fotovoltaico tem vivivo dia após dia: clientes cada vez mais conscientes e interessados em economizar através da geração de uma energia limpa. "Além de proporcionar essa oportunidade ao consumidor, o setor solar tem sido uma fonte progressiva de empregos e impulsionamento da economia brasileira", concluiu. 

Sobre a pesquisa

O IBOPE ouviu 2 mil pessoas no Brasil, entre os dias 24 de março e 1º de abril deste ano. A pesquisa foi realizada nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste, Norte e Centro Oeste do Brasil. Foi questionado sexo, faixa etária, escolaridade, renda familiar e porte do município.

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Última modificação em Sábado, 22 Agosto 2020 09:39
Mateus Badra

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Experiência como produtor, repórter e apresentador em diferentes veículos de comunicação: mídia impressa, online e televisiva.

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