A infraestrutura elétrica brasileira apresentou avanços importantes na universalização do serviço, mas que ainda convive com fortes desequilíbrios regionais, sobretudo quando os indicadores são analisados de forma conjunta.
Os indicadores de acesso, custo e qualidade da energia elétrica, integram o Ranking de Competitividade dos Estados de com dados de 2025.
Acesso à energia elétrica
No quesito acesso à energia elétrica, os dados apontam um cenário amplamente disseminado no país. Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás, além do Distrito Federal, aparecem no topo do ranking, com pontuações máximas ou próximas de 100, refletindo uma cobertura praticamente universal do serviço.
Já a maior parte das unidades federativas se mantém acima de 85 pontos, inclusive em regiões historicamente mais desafiadoras, como Norte e Nordeste, o que indica que o acesso deixou de ser o principal entrave estrutural do setor elétrico brasileiro.
Custo da energia elétrica

Apesar desse avanço, o quadro se torna mais heterogêneo quando se observa o custo da energia elétrica. O mapa evidencia contrastes relevantes entre as regiões. Estados do Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste concentram parte significativa com os maiores custos de energia elétrica do país.
Em sentido oposto, a Paraíba lidera o ranking de custo mais barato, seguida por Santa Catarina e Roraima.
Qualidade de energia elétrica
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Fonte: Ranking de Competitividade dos Estados
As diferenças se aprofundam ainda mais na análise da qualidade da energia elétrica, indicador que avalia a continuidade e a estabilidade do fornecimento.
Estados como Acre, Rondônia, Paraíba e Rio Grande do Norte lideram o ranking, com pontuações superiores a 90, indicando menor frequência de interrupções e menor duração das quedas de energia.
Esses resultados superam inclusive os de estados com economias mais robustas e redes mais extensas, o que reforça o peso da gestão operacional, dos investimentos em manutenção e da modernização da infraestrutura elétrica.
Por outro lado, Goiás, Amapá, Alagoas e Roraima figuram entre as últimas posições no ranking de qualidade, registrando maior incidência de falhas associadas à continuidade do fornecimento.
Em estados como Roraima, que ocupa a última colocação, o desempenho reflete limitações estruturais da rede e maior vulnerabilidade a eventos externos, enquanto em outros casos os dados sugerem desafios relacionados à carga elevada do sistema e à complexidade da operação.
O indicador utilizado é o DGC (Desempenho Global de Continuidade), calculado a partir da média das razões entre os valores apurados e os limites anuais dos indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), definidos pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Na prática, o índice mede quantas vezes a energia elétrica é interrompida e por quanto tempo, comparando o desempenho real das distribuidoras com os parâmetros regulatórios. Dessa forma, quanto menor o DGC, melhor a qualidade do serviço prestado.
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