A aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul pelo Conselho Europeu cria um novo vetor de crescimento para a agenda de energia renovável no Brasil, ao destravar investimentos em minerais críticos essenciais para a transição energética.
A avaliação é da XP Investimentos, que vê no tratado uma oportunidade estratégica para integrar o país às cadeias globais de tecnologias limpas.
De acordo com análise divulgada pela empresa, a cadeia de suprimentos de minerais críticos teve papel central no avanço das negociações. Esses insumos são fundamentais para a produção de painéis solares, turbinas eólicas, baterias para armazenamento de energia e veículos elétricos, setores prioritários para a política energética europeia e para a descarbonização da economia.
Informações da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) indicam que a União Europeia responde por cerca de 25% do consumo global de minerais críticos, mas possui apenas 5% das reservas conhecidas, o que aumenta sua dependência de fornecedores externos, especialmente da China.
Nesse contexto, o Brasil surge como parceiro estratégico para garantir segurança de suprimentos e previsibilidade regulatória.
Na visão da XP, o fortalecimento da relação comercial pode atrair capital estrangeiro para projetos ligados à mineração sustentável e à industrialização de insumos voltados à energia limpa. O movimento tende a beneficiar não apenas o setor mineral, mas toda a cadeia B2B associada à transição energética, incluindo infraestrutura, tecnologia e financiamento verde.
A análise também destaca que o acordo pode ajudar a mitigar um dos principais entraves ao avanço do setor no país: a restrição de financiamento.
Em diálogo recente com representantes do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração), a limitada oferta de capital foi apontada como um desafio estrutural para viabilizar projetos alinhados a padrões ambientais, sociais e de governança exigidos por investidores internacionais.
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