A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) publicou nesta segunda-feira (16) a primeira edição do InfoTarifa deste ano. O relatório indica um efeito médio de 8% na conta de luz dos consumidores para 2026.
O percentual supera as projeções do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), estimado em 3,1%, e do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), projetado em 3,9%.
Segundo a Agência, os principais fatores por trás da alta são o aumento dos encargos setoriais, especialmente da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), além dos custos de energia, encargos financeiros e despesas com transmissão.
De forma agregada, os componentes financeiros respondem por cerca de 3,8 pontos percentuais do efeito médio projetado nas contas de luz dos brasileiros para 2026.
Em 2025, elevação foi duas vezes maior que a projetada
Mesmo com a estimativa já acima da inflação, o impacto final na conta de luz pode ser ainda maior. Isso porque, historicamente, o resultado efetivo tem superado as projeções iniciais da ANEEL.
Em 2025, por exemplo, a autarquia projetou um aumento médio de 3,5%, mas o reajuste efetivo ao longo do ano chegou a cerca de 7%, o dobro do previsto inicialmente. Ao longo do ano, a Agência foi atualizando suas projeções.
Descontos podem reduzir impacto em algumas regiões
Apesar da tendência de alta nas tarifas, a ANEEL aponta que mecanismos de modicidade tarifária podem aliviar parte desse impacto. Um dos principais instrumentos é o uso de recursos do UBP (Uso de Bem Público).
De acordo com o boletim, os valores arrecadados por meio da repactuação de pagamentos de geradores poderão ser destinados à redução das tarifas em regiões atendidas por distribuidoras nas áreas da Sudam e Sudene, órgãos federais voltados ao desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste.
No cenário em que todos os geradores elegíveis aderirem à medida, o montante pode chegar a R$ 7,9 bilhões. Isso permitiria uma redução média de 10,6% nas tarifas residenciais nessas localidades e uma diminuição de até 2,9% no efeito médio nacional.
Ao todo, consumidores cativos de 21 distribuidoras podem ser beneficiados com descontos nas faturas, segundo a ANEEL. A definição sobre o rateio desses recursos entre as concessionárias ainda está em fase final de análise pela Agência.
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