A crise energética em Cuba se intensificou em março de 2026, com apagões prolongados que chegaram a durar mais de 15 horas por dia em diversas regiões do país, podendo ultrapassar esse período em casos extremos. O colapso parcial do sistema elétrico tem afetado milhões de pessoas e ampliado os impactos na economia e nos serviços básicos.
Segundo dados divulgados pela estatal Unión Eléctrica e reportagens de agências internacionais como a Reuters, milhões de cubanos enfrentaram interrupções no fornecimento de energia nas últimas semanas, especialmente em províncias do leste, onde a situação é mais crítica.
Déficit de geração e falhas estruturais
O sistema elétrico cubano opera sob forte pressão, com dificuldades para atender à demanda nacional. Em momentos recentes, a capacidade de geração ficou bem abaixo do necessário, evidenciando um déficit significativo de energia.
Especialistas apontam que a crise é consequência de uma combinação de fatores, incluindo infraestrutura envelhecida, falta de combustível e limitações na manutenção das usinas. Esses problemas vêm se agravando desde pelo menos 2024.
Um dos principais pontos críticos é a usina termelétrica Antonio Guiteras, a maior do país, que tem enfrentado paradas recorrentes devido a falhas técnicas, segundo a Reuters. Além disso, outras unidades de geração permanecem fora de operação por falta de manutenção ou combustível, o que reduz ainda mais a capacidade do sistema nacional.
Protestos e insatisfação popular
A deterioração das condições de vida tem levado a manifestações em diferentes cidades. Relatos recentes indicam protestos motivados não apenas pelos apagões, mas também pela escassez de alimentos e medicamentos, conforme reportado pela Associated Press.
Em alguns casos, houve registros de tensão e incidentes durante as manifestações, com danos a estruturas públicas. Autoridades cubanas classificaram esses episódios como atos de vandalismo e realizaram detenções.
Estudantes também têm se mobilizado. Em instituições como a Universidade de Havana, foram registrados protestos relacionados às interrupções de energia e aos impactos no ensino e nos serviços digitais.
Impactos e cenário político
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu o descontentamento da população diante da crise. O governo tem buscado alternativas para lidar com a situação, incluindo sinalizações de abertura ao diálogo internacional em meio às dificuldades econômicas e energéticas. A crise energética se soma a um cenário econômico já desafiador, aumentando a pressão social e política no país.
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