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Início / Artigos / Artigo Técnico / BESS: a grande oportunidade de venda no setor solar

BESS: a grande oportunidade de venda no setor solar

Saiba porque o BESS virou pauta comercial (e não só técnica)
Acompanhe pelo Whatsapp
  • Foto de Adolfo Cestari Junior Adolfo Cestari Junior
  • 19 de fevereiro de 2026, às 10:11
7 min 48 seg de leitura
BESS: a grande oportunidade de venda no setor solar
Foto: Hoymiles/Divulgação

O mercado fotovoltaico amadureceu. E quando um mercado amadurece, a disputa deixa de ser apenas por preço e passa a ser por solução completa, segurança operacional e continuidade de energia. É justamente aí que o BESS (Battery Energy Storage System) entra como um divisor de águas.

Não se trata de “colocar bateria no projeto”. Trata-se de entregar um pacote de valor capaz de resolver dores reais: interrupções, variações de custo, limitação de demanda, necessidade de backup, qualidade de energia e previsibilidade de operação.

A boa notícia para quem vende: o BESS abre novas frentes comerciais. A má notícia para quem demora: o cliente vai entender isso com alguém e, provavelmente, não vai ser com quem ficou parado.

Por que o BESS virou pauta comercial (e não só técnica)

Durante muito tempo, o armazenamento foi visto como “extra”. Hoje, é cada vez mais visto como parte da estratégia energética do consumidor.

Na prática, isso acontece porque:

  • O consumidor quer controle: previsibilidade e autonomia, não apenas geração;
  • A operação quer continuidade: parada custa caro, e esse custo raramente aparece no orçamento da usina;
  • A gestão quer redução de risco: energia é infraestrutura crítica — e infraestrutura crítica precisa de plano B.

O BESS entra como resposta direta a esse cenário, adicionando ao solar uma camada de inteligência operacional e resiliência. E é justamente por isso que recursos como EMS em arquitetura nuvem + borda ganham protagonismo: quando o sistema já nasce com EMS Cloud + Edge, fica possível programar carga/descarga conforme tarifa e executar peak shaving/valley filling e controle de demanda “na veia”, transformando o armazenamento em ferramenta de gestão energética — não só em “backup”.

Onde está o dinheiro: oportunidades reais de venda com BESS?

Para vender bem, você precisa “encaixar” o BESS no contexto do cliente. As oportunidades mais recorrentes aparecem em quatro frentes:

Continuidade e backup (energia não pode falhar)

Há consumidores que simplesmente não podem parar — por custo, segurança, conformidade ou produtividade. Quando a perda por interrupção fica clara, o armazenamento deixa de ser “luxo” e passa a ser seguro operacional. Nessa linha, soluções com modo backup e troca automática quando há anomalia na rede agregam valor direto para continuidade operacional, especialmente em cargas críticas e ambientes que exigem resiliência.

Otimização do uso da energia (consumir melhor, não só gerar)

Mesmo com geração solar, muitos perfis de consumo continuam sofrendo com picos, janelas críticas e restrições operacionais. Com o armazenamento, o cliente consegue “deslocar” energia no tempo e ganhar previsibilidade de uso.

Alguns fabricantes já vêm incorporando ao BESS uma arquitetura de EMS híbrida (nuvem + borda), permitindo programar carga e descarga conforme tarifa e executar estratégias como peak shaving, valley filling e controle de demanda.

Um exemplo é o HoyUltra 2 (HESS-261), da Hoymiles, que já nasce preparado para esse tipo de aplicação, colocando o armazenamento como ferramenta ativa de gestão energética e não apenas como backup.

Na prática, isso coloca o sistema pronto para os usos que mais ganham relevância com o novo cenário regulatório: reduzir custo em horário de ponta, suavizar picos e transformar o armazenamento em ferramenta de gestão energética, não só em “backup”.

Qualidade e estabilidade de fornecimento

Em locais com rede frágil, variações e oscilações podem afetar equipamentos, processos e produtividade. O BESS pode apoiar a estabilidade do sistema interno, reduzindo impactos de instabilidade.

Outro diferencial é a capacidade de controle remoto e a preparação para integração com VPP, aceitando comandos externos para operação coordenada.

Isso facilita modelos em que o BESS deixa de ser apenas um ativo local e passa a participar de estratégias mais amplas (otimização de portfólio, despacho coordenado, resposta rápida), alinhado à tendência de o armazenamento ganhar papéis adicionais no sistema elétrico.

Expansão de portfólio e aumento de ticket médio

Para integradores e empresas do setor, o BESS é uma alavanca direta de crescimento:

  • Aumenta ticket médio;
  • Eleva o valor percebido ao vender solução (e não apenas equipamento);
  • Melhora as margens quando a proposta é orientada a resultado.

E essa venda de “solução” ganha força quando o produto entrega flexibilidade de aplicação: o HoyUltra 2 da Hoymiles encaixa bem em diferentes arquiteturas de projeto porque combina função anti-reverso (controlando exportação quando necessário), operação on-grid e off-grid, e modo backup com troca automática quando há anomalia na rede.

Isso dá liberdade para usar o sistema tanto em aplicações com FV e autoconsumo, quanto em ambientes que exigem resiliência (microgrids, cargas críticas, continuidade operacional).

O que o cliente realmente compra quando compra BESS?

A venda fica mais simples quando você traduz o armazenamento para o que o cliente valoriza. Em geral, ele não compra “kWh de bateria”. Ele compra:

  • Segurança: menos exposição a falhas e interrupções;
  • Controle: capacidade de gerir energia com previsibilidade;
  • Economia evitada: menos perdas por parada, instabilidade e improviso;
  • Conforto operacional: uma solução que funciona com governança e monitoramento.

Essa mudança de linguagem é decisiva para vender para diferentes perfis, do leigo ao técnico, porque começa pelo problema e termina na solução. Em projetos C&I, a segurança ganha protagonismo.

Soluções mais avançadas já incorporam sistemas dedicados de supressão por agente limpo, detecção multi-sensor em nível de compartimento e gabinetes com alto grau de proteção.

No caso do HoyUltra 2, da Hoymiles, o sistema utiliza supressão por perfluorohexano com detecção multi-sensor e gabinete com grau de proteção IP55, facilitando o diálogo com engenharia, cliente e seguradora.

É um pacote que reduz risco, melhora a previsibilidade e facilita a conversa com cliente, seguradora e engenharia.

As objeções mais comuns (e como responder sem prometer demais)

O BESS costuma gerar objeções previsíveis. O segredo é responder com clareza e com uma proposta bem estruturada.

“Isso é caro”

A resposta certa é: “Caro comparado a quê?”. O parâmetro não deve ser apenas o custo do equipamento, mas o custo do risco: parada de operação, perda de produção, danos por instabilidade, desconforto de gerir imprevistos. Quando o cliente entende o custo da falha, o investimento muda de categoria: deixa de ser gasto e vira proteção.

“Eu não entendo como isso funciona”

Simplifique sem empobrecer: a usina gera; o BESS armazena e entrega quando você precisa. Depois, se o público for técnico, aprofunde: controle, integração, lógica de operação, prioridades e parâmetros do projeto.

“Tenho receio de segurança”

A resposta não é “fica tranquilo”, e sim processo: projeto bem dimensionado, instalação correta, comissionamento, critérios de segurança e documentação. Aqui, o diferencial competitivo está na engenharia e entrega, não em promessas.

“Não sei se isso faz sentido para o meu caso”

Proponha diagnóstico. Uma oferta consultiva (“levantamento do perfil e do objetivo”) converte muito mais do que uma oferta pronta. BESS não é produto de prateleira: é solução aplicada.

Como estruturar uma oferta comercial que vende (para todos os públicos)

Uma boa oferta de BESS precisa de três camadas. Se você acertar isso, você vende com clareza, mesmo quando o cliente não é técnico.

Dor (o que está acontecendo hoje):

  • Há quedas de energia ou instabilidade?
  • Existe perda por parada?
  • Há picos de consumo em janelas críticas?
  • O cliente precisa de autonomia, previsibilidade ou redundância?

Resultado (o que o cliente passa a ter):

  • Continuidade;
  • Controle;
  • Previsibilidade;
  • Redução de risco operacional.

Solução (o que você entrega):

  • Diagnóstico e dimensionamento;
  • Integração e configuração;
  • Instalação e comissionamento;
  • Monitoramento e suporte (quando aplicável).

Repare que a engenharia aparece no momento certo: depois que o cliente entendeu o problema e o valor do resultado.

Quem se posicionar agora vai liderar

BESS não é “moda”. É uma resposta natural a um mercado que evoluiu do “gerar energia” para o “gerir energia”. Para quem vende, isso significa uma coisa: novas oportunidades, mais valor percebido e maior ticket, desde que o discurso saia do equipamento e entre na solução.

O armazenamento cria uma nova categoria de conversa com o cliente: não é mais sobre potência instalada, e sim sobre continuidade, controle e previsibilidade. E, nesse contexto, o timing pesa.

Quem se posiciona agora tende a construir autoridade, referência e carteira antes do mercado ficar óbvio para todo mundo. E com a operação “market-ready”, controle remoto e caminho aberto para VPP, aceitando comandos externos para operação coordenada, fica mais fácil posicionar o BESS como ativo que pode ir além do uso local e participar de estratégias mais amplas.

No fim, a pergunta que decide a venda é simples: quanto custa para o cliente operar sem energia, sem controle e sem previsibilidade?

Quer entender onde o BESS faz sentido no seu portfólio e como transformar armazenamento em uma oferta comercial vencedora? Fale com nosso time e solicite uma análise preliminar para mapear objetivo, perfil de consumo e estratégia de armazenamento.

As opiniões e informações expressas são de exclusiva responsabilidade do autor e não obrigatoriamente representam a posição oficial do Canal Solar.

BESS (Battery Energy Storage System) Hoymiles sistema de backup com baterias
Foto de Adolfo Cestari Junior
Adolfo Cestari Junior
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