O governo da Bolívia afirmou que manterá todos os acordos vigentes de lítio e energia como forma de recuperar a confiança de investidores após anos de instabilidade política e regulatória.
Em entrevista à Reuters, o ministro da Energia, Mauricio Medinaceli, disse que a preservação dos contratos com empresas estrangeiras, incluindo grupos chineses e russos, sinaliza previsibilidade e segurança jurídica para projetos da transição energética.
Segundo o ministro, os contratos não serão cancelados, embora possam passar por ajustes legais. O lítio é tratado como pilar estratégico para inserir o país na cadeia global de energia limpa, apesar da perda de competitividade causada pelo excesso de controle estatal na última década.
O governo prepara uma nova legislação específica para o setor, com modelos mais flexíveis, revisão de impostos e maior participação privada, reduzindo o controle da estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos). A proposta deve chegar ao Congresso no primeiro semestre e pode abrir novas rodadas de projetos a partir de 2027.
Paralelamente, o presidente Rodrigo Paz busca reaproximação com os Estados Unidos e credores multilaterais, reforçando o reposicionamento internacional da Bolívia e o alinhamento a padrões globais de governança e sustentabilidade.
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