O Brasil deve atrair um volume relevante de investimentos em data centers nos próximos anos, impulsionando uma nova frente de crescimento da demanda por energia elétrica no país.
De acordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), já existem 22 pedidos de acesso à Rede Básica com contratos assinados, dos quais 18 contam com autorização para conexão.
A expectativa é de um avanço expressivo da carga associada a esses empreendimentos, que deve saltar de 304 MW médios em 2026 para 3.457 MW médios em 2030 – um crescimento superior a 11 vezes em apenas quatro anos.
Os projetos estão distribuídos entre diferentes regiões do país, com presença nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Sul, refletindo o interesse crescente por localizações com infraestrutura elétrica disponível e capacidade de escoamento.
Os dados constam na 1ª Revisão Quadrimestral das Previsões de Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2026–2030, divulgada nesta semana. O relatório é elaborado de forma conjunta pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), pelo ONS e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Na prática, data centers são instalações dedicadas ao processamento, armazenamento e distribuição de grandes volumes de dados.
Esse tipo de infraestrutura, base para serviços digitais como computação em nuvem, streaming e inteligência artificial, exige alta disponibilidade e confiabilidade, operando de forma contínua, 24 horas por dia, o que explica seu consumo intensivo de energia elétrica.
O Brasil se posiciona como um destino atrativo para esse tipo de investimento por reunir uma matriz elétrica majoritariamente renovável, com forte participação de hidrelétricas, eólica e solar; custos competitivos de energia, especialmente no mercado livre e uma rede elétrica de grande porte, com capacidade de expansão e integração regional.
Demanda de energia deve crescer 4% até 2030
As projeções para a carga total de energia no Brasil – que considera o consumo somado às perdas elétricas – indicam um crescimento médio anual de 4% até 2030, alcançando 98.824 MW médios. Na comparação com a projeção anterior, houve uma redução média de 283 MW médios nas estimativas anuais, o que representa um recuo de 0,3%.
Para 2026, a expectativa é de alta de 3,1% na carga global, que deve atingir 83.826 MW médios ao final do ano, cerca de 29 MW médios abaixo da previsão anterior. A projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para o período também foi revisada, passando de 2,1% para 2,0%, uma redução de 0,1 ponto percentual.
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