Com o avanço das usinas fotovoltaicas de médio e grande porte no Brasil, o cabeamento deixou de ser um detalhe secundário do projeto.
Em usinas de solo, plantas para agronegócio e parques solares conectados à rede, a escolha do condutor passou a influenciar diretamente o custo de implantação, a facilidade de instalação, a segurança operacional e até o risco de interrupções por furto de cabos.
O alumínio, amplamente utilizado em redes de transmissão e distribuição de energia, tornou-se uma alternativa consistente nos circuitos em corrente contínua (CC) e corrente alternada (CA) de usinas solares.
Para integradores, EPCs e projetistas, a questão é definir onde e como usar o alumínio para garantir desempenho no sistema fotovoltaico. Aplicações do alumínio em sistemas fotovoltaicos (lado CC e CA).
Nos circuitos de corrente contínua, desde a ligação entre módulos e strings até a conexão entre string-box e inversores, o alumínio é uma opção viável com cabos solares específicos, flexíveis certificados. O menor custo e peso do alumínio são vantajosos para grandes instalações, especialmente em longos percursos.
A chave está em usar ligas adequadas, compostos termofixos resistentes a UV e altas temperaturas, e conectores compatíveis, permitindo redução de custo de cabeamento em até 50% com segurança.
No lado CA, do inversor até os quadros e subestações, o alumínio já é padrão. Em usinas solares, isso se traduz em cabos singelos de alumínio fotovoltaicos para 1,8 kVcc (XLPE e ST7) para cargas auxiliares, e cabos nus (CA, CAA, CAL, CALA, ACAR) em redes aéreas internas e linhas de conexão à rede.
Assim, o alumínio pode estar presente do módulo à subestação, desde que o tipo de cabo seja adequado ao trecho, método de instalação e nível de tensão. Segurança e desempenho Usar alumínio não é apenas trocar o cobre por outro metal. A forma de instalar, os materiais e as conexões definem a segurança e a qualidade do sistema.
Desafios como o afrouxamento das conexões (creep) ao utilizar o alumínio não são um impasse para a Neocable, uma vez que ela emprega em seus cabos flexíveis a liga 8176, já testada em mercados exigentes como data centers e redes de distribuição.
Essa liga oferece alta condutividade e resistência mecânica superior, garantindo maior estabilidade e reduzindo o risco de aquecimento. Isso é crucial para sistemas fotovoltaicos que operam por anos sob ciclos diários de aquecimento e resfriamento.
Os cabos de alumínio usados em usinas são projetados para operar em 120 °C nos cabos solares flexíveis da Neocable e 90 °C em operação contínua, nos cabos singelos fotovoltaicos com limites para sobrecarga e curto-circuito conforme normas.
O dimensionamento segue a mesma lógica dos cabos de cobre, ajustando a seção pela corrente admissível e queda de tensão. Em sistemas fotovoltaicos, a durabilidade do cabo sob exposição prolongada é vital.
Cabos fotovoltaicos de alumínio, como os singelos XLPE + ST7 e cabos solares flexíveis da Neocable, utilizam compostos termofixos com proteção UV, adequados para instalação ao tempo, em trackers e para enterramento direto.
Nos níveis de média tensão, cabos protegidos em dupla (XLPE + HDPE) ou tripla camada (XLPE + HDPE + semicondutora) suportam poluição, névoa salina e contatos ocasionais com vegetação, reduzindo desligamentos e manutenção. Ensaios, homologações e viabilidade econômica
A viabilidade técnica do alumínio é reforçada por ensaios e homologações. A Neocable possui laboratório próprio, testa 100% dos cabos e é certificada ISO 9001 e conta com certificações, como por exemplo a da TÜV Alemanha para os cabos solares flexíveis.
É homologada por concessionárias como Cemig, Equatorial, Neoenergia, CPFL, Energisa, Copel, Celesc, EDP, entre outras. Do lado econômico, o uso de alumínio pode reduzir em até 50% o custo do cabeamento em relação ao cobre, além de ter peso cerca de 50% menor, o que simplifica estruturas, montagem e logística.
Um ponto importante a ser considerado é o baixo risco de furto. Como o valor de revenda do alumínio é muito inferior ao do cobre, o material se torna menos atrativo, reduzindo a probabilidade de interrupções e os custos de recomposição por conta de furto, em usinas solares, problema cada vez mais comum.
Neocable como parceira de engenharia em projetos complexos Com 35 anos de história, o grupo é especialista em cabos de alumínio. Atende o mercado privado de distribuição, energias renováveis (solar, eólica, CGHs/PCHs), data centers, concessionárias de energia elétrica e grandes obras, como centros logísticos e indústrias, com histórico consolidado em parques solares e eólicos no Brasil.
Para integradores, EPCs, projetistas, engenheiros eletricistas e compradores técnicos, isso se traduz em apoio na definição da arquitetura de cabeamento em alumínio (CC e CA), orientação em métodos de instalação e fatores de correção, e na escolha combinada de cabos solares flexíveis, singelos fotovoltaicos, cabos de potência e cabos nus.
Para que todo o projeto seja implementado da melhor maneira possível, a empresa conta com um departamento de engenharia que auxilia em todas as etapas do desenvolvimento e especificação da solução, oferecendo todo o suporte técnico necessário.
Quando o alumínio é especificado com critério, ele deixa de ser apenas uma alternativa de menor custo e se torna uma solução de engenharia para usinas solares mais competitivas, seguras e resilientes. A Neocable atua como parceira estratégica para projetos fotovoltaicos de alta exigência.
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