A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) lançou o Guia de Segurança do Mercado, iniciativa voltada, segundo a organização, a ampliar a transparência, a previsibilidade e a confiança nas relações comerciais do setor elétrico brasileiro.
O material foi desenvolvido como instrumento de orientação para agentes, reunindo conceitos, práticas e recomendações relacionadas à gestão de riscos no ambiente de comercialização de energia.
O lançamento ocorre em um contexto de crescente complexidade do mercado, assinala a CCEE, marcado pela ampliação do número de participantes, pela diversificação de produtos negociados e pelo avanço do mercado livre.
Segundo a Câmara avalia, a disseminação de informações qualificadas é considerada um passo relevante para fortalecer a governança e reduzir a exposição a eventos que possam comprometer a integridade das operações.
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O guia apresenta, de forma organizada, os principais cuidados que os agentes devem observar ao atuar no mercado, com foco em aspectos como responsabilidade contratual, acompanhamento de posições, avaliação de garantias e cumprimento das regras vigentes. A proposta é oferecer um material de consulta que ajude a antecipar riscos e a adotar boas práticas no dia a dia das operações.
Monitoramento como pilar
A CCEE também aproveita para detalhar como funciona o monitoramento do mercado de energia, atividade permanente conduzida pela organização para acompanhar o comportamento dos agentes e identificar eventuais desvios em relação às normas.
Esse acompanhamento, descreve, envolve a análise contínua de dados operacionais, comerciais e financeiros, com o objetivo de preservar a segurança e o equilíbrio do ambiente de comercialização.
O monitoramento abrange desde a observação de padrões atípicos de negociação até a verificação do cumprimento de obrigações, como aportes de garantias e liquidação financeira.
A partir dessas análises, a CCEE pode adotar medidas preventivas, acionar mecanismos de alerta e, quando necessário, encaminhar informações aos órgãos reguladores competentes.
Segundo a Câmara, a combinação entre orientação preventiva, por meio do guia, e atuação ativa de monitoramento contribui para reduzir assimetrias de informação e reforçar a confiança entre os participantes.
A iniciativa também busca estimular uma cultura de conformidade e responsabilidade, em linha com a evolução do mercado e com as expectativas de maior abertura e sofisticação das operações nos próximos anos.
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