Parte da região central de São Paulo (SP) encontra-se sem energia elétrica nesta terça-feira (03) após um problema ainda não identificado pela Enel. O apagão ocorreu sem registro de chuvas intensas e chegou a afetar mais de 30 mil consumidores no início da tarde, segundo boletim divulgado pela concessionária.
Em nota, a empresa informou que equipes técnicas atuam para identificar a causa da interrupção em um trecho da rede que abastece as avenidas 9 de Julho, Higienópolis e região do entorno. “A área é atendida por um sistema de distribuição subterrâneo, que exige procedimentos técnicos específicos para a identificação do ponto da ocorrência”, afirmou a Enel.
Para reduzir os impactos, a concessionária destacou que direcionou geradores para atendimento emergencial. “As equipes seguem atuando de forma ininterrupta para identificar as causas, reconfigurar a rede e normalizar o serviço para todos”, informou a empresa.
Problemas recorrentes
O novo apagão ocorre em meio a uma sequência de episódios envolvendo falhas no fornecimento de energia na Grande São Paulo. Na última sexta-feira (30), uma interrupção preventiva no abastecimento resultou em um incêndio em um gerador do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo). Durante a ocorrência, um paciente morreu após ser transferido para outra unidade.
Em dezembro, outro apagão de grandes proporções agravou a crise no fornecimento de energia na região, deixando cerca de 4,4 milhões de pessoas sem luz por vários dias, segundo dados divulgados pela Enel São Paulo. O episódio gerou forte reação da população e intensificou as críticas à atuação da concessionária.
Enel atualiza números: apagão impactou mais de 4 milhões de clientes em SP
Diante desse histórico, a continuidade do contrato da Enel em São Paulo está sob avaliação da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Tanto o prefeito quanto o governador do Estado já se manifestaram contrários à manutenção da concessão nos moldes atuais.
Inicialmente, a ANEEL havia aprovado a renovação da concessão por mais 30 anos, mas a pressão popular e política após os apagões registrados nos últimos dois anos levou à abertura de um processo de caducidade, que pode resultar na interrupção antecipada do contrato da distribuidora.
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