A geração elétrica a partir de fontes solares e eólicas atingiu em 2025 o maior nível de participação já registrado no sistema elétrico do Chile, consolidando-as como um dos principais pilares da matriz energética do país.
De acordo com dados operacionais do CEN (Coordenador Elétrico Nacional), a geração solar e eólica respondeu por cerca de 38% de toda a energia injetada no sistema ao longo do ano.
Quando somadas a outras fontes renováveis, como a hidrelétrica, essas duas tecnologias elevaram a participação das renováveis para aproximadamente dois terços da matriz elétrica chilena.
O avanço foi sustentado tanto pela expansão da capacidade instalada quanto por melhorias na operação e na coordenação do sistema elétrico, que permitiram a integração de volumes crescentes de geração variável sem comprometer a segurança e a continuidade do fornecimento.
Em determinados momentos de 2025, a geração solar e eólica chegou a suprir até 79% da demanda elétrica do país. “O recorde de participação da energia solar e eólica em 2025 demonstra que o sistema elétrico chileno está avançando rumo a uma matriz elétrica renovável”, assinalou Juan Carlos Olmedo, presidente do Conselho Diretivo do Coordinador Eléctrico Nacional.
Outras fontes e armazenamento de energia
O relatório estatístico anual do sistema mostra ainda que a geração hidrelétrica apresentou queda de 23% em 2025, reflexo de um cenário de seca que coloca o ano entre os cinco mais secos da série histórica.
Em contrapartida, a geração térmica a carvão cresceu 14,5%, enquanto a geração a gás natural avançou 6,5%, compensando parcialmente a redução hídrica.
Além disso, outro destaques no ano foi a incorporação acelerada de sistemas de armazenamento de energia. Em 2025, essas soluções somaram uma produção elétrica equivalente a cerca de 2 TWh, volume mais de quatro vezes superior ao gerado por usinas a diesel no mesmo período.
Atualmente, o Chile conta com aproximadamente 1.700 MW de capacidade instalada em sistemas de armazenamento, além de 600 MW em fase de testes. Para 2026, a expectativa é a entrada em operação de cerca de 4.500 MW adicionais, que estão atualmente em construção.
Custos e investimentos em transmissão
Apesar do cenário hidrológico adverso, os custos de operação do sistema no Chile permaneceram em torno de US$ 1,6 bilhão, patamar semelhante ao registrado em 2024. Ao longo de 2025, o país também adjudicou novos projetos de transmissão, com investimentos estimados em US$ 120 milhões, além de recursos adicionais destinados à ampliação da infraestrutura existente.
O órgão reforçou que seguirá atuando no planejamento, coordenação e operação do sistema elétrico, com foco na integração eficiente de novas tecnologias, no avanço da eletrificação da demanda e no processo contínuo de descarbonização da matriz energética chilena.
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