A escassez global de chips de memória, destacada pelo The Wall Street Journal, está provocando impactos diretos em data centers de inteligência artificial e no setor de energia.
A compra massiva de DRAM (Dynamic Random Access Memory) e HBM3E (High-Bandwidth Memory 3 Extended) por empresas de IA tem elevado preços de eletrônicos e incentivado centros de dados a buscar fontes de energia renovável para manter operações estáveis.
Os preços da memória aumentaram 50% no último trimestre de 2025, com expectativa de alta adicional de 40% a 50% até o primeiro trimestre de 2026, de acordo com a Counterpoint Research.
Analistas apontam que a escassez decorre da concentração de produção em apenas três empresas, Samsung, SK Hynix e Micron, que detêm mais de 90% do mercado global.
Além do efeito sobre laptops, smartphones e servidores, o aumento da demanda por chips especializados de alta largura de banda intensifica o consumo elétrico em grandes centros de dados.
A necessidade de energia confiável e escalável torna investimentos em energia limpa, como solar e eólica, cada vez mais estratégicos para operações sustentáveis e eficientes.
“A quantidade de memória necessária para suportar sistemas de IA de ponta significa que a integração com fontes renováveis não é mais opcional para grandes centros de dados”, afirmou Sumit Sadana, diretor comercial da Micron, citando dados do The Wall Street Journal.
Startups de IA e gigantes da tecnologia, como Nvidia e xAI, continuam expandindo suas instalações, impulsionando o mercado de soluções energéticas sustentáveis.
Empresas B2B especializadas em geração distribuída, armazenamento de baterias e microgrids podem se beneficiar com a crescente demanda por infraestrutura verde voltada para tecnologia de ponta.
Ao The Wall Street Journal, especialistas destacam que os centros de dados consumirão mais de 70% da memória de alto desempenho em 2026, reforçando a pressão por eficiência energética e planejamento estratégico em toda a cadeia tecnológica.
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