A situação financeira pessoal é o principal fator de infelicidade para os brasileiros e mais da metade (54%) das pessoas que se consideram infelizes apontam o dinheiro como principal motivo, revela um estudo do Instituto Ipsos, divulgado nesta quinta-feira (19).
Esse cenário, contudo, ganha contornos ainda mais críticos quando se observa o peso da conta de luz no orçamento das famílias, especialmente nas classes de menor renda. Um levantamento do Instituto Polis aponta que 36% das famílias brasileiras de baixa renda comprometem metade ou mais da renda apenas com gastos com energia elétrica.
Em muitos casos, a conta de luz disputa espaço diretamente com despesas essenciais, como a alimentação: 25% das pessoas das classes D e E afirmam já ter deixado de comprar comida para ter energia elétrica.
Os dados do estudo mostram, contudo, que mesmo fazendo escolhas, seis em cada dez famílias analisadas afirmaram possuir faturas de luz atrasadas, com o impacto sendo maior nas regiões Norte e Nordeste.
Energia solar contribui para felicidade
Nesse contexto, soluções como a energia solar podem ter efeitos que vão além da economia financeira. Isso porque sistemas fotovoltaicos podem reduzir os custos com eletricidade em até 90%, liberando uma parcela significativa da renda familiar.
De acordo com o estudo do Instituto Polis, caso houvesse redução expressiva na tarifa de energia (cenário possível com a adoção de fontes como a solar), metade das famílias utilizaria o valor economizado para a compra imediata de alimentos básicos.
Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, o dado evidencia uma relação direta entre o custo da energia e a segurança alimentar da população, reforçando o papel da energia solar como ferramenta de inclusão e justiça social.
“A energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do país”, comentou.
Para o executivo, mais do que reduzir despesas, a tecnologia pode contribuir para melhorar a qualidade de vida ao permitir que famílias redirecionem recursos para áreas essenciais, como alimentação, saúde e educação – que são fatores diretamente ligados ao bem-estar e à felicidade.
“Além de contribuir fortemente para o desenvolvimento social, econômico e ambiental, em todas as esferas da sociedade, o avanço da energia solar também amplia o protagonismo do Brasil na geopolítica da transição energética global”, ressaltou.
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