A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (20/01) o RTA (Reajuste Tarifário Anual) da distribuidora Roraima Energia, responsável pelo fornecimento de eletricidade em todo o estado. As novas tarifas entram em vigor a partir do dia 25 de janeiro e impactarão aproximadamente 213 mil unidades consumidoras em 15 municípios.
O efeito médio para os consumidores será de 24,13%, com variações de acordo com a classe de consumo e o nível de tensão. Para os clientes residenciais (B1), o reajuste será de 22,69%. Já os consumidores de baixa tensão terão aumento médio de 22,90%, enquanto na alta tensão, o impacto será mais elevado, chegando a 28,93%.
Segundo a Agência, o reajuste tarifário aprovado para a Roraima Energia foi impulsionado principalmente pelo aumento dos encargos setoriais, pelos custos financeiros acumulados nos ciclos tarifários vigente e anterior, além das despesas relacionadas à transmissão de energia elétrica.
O reajuste abrange todas as classes de consumo atendidas pela Roraima Energia, incluindo:
- Baixa tensão: consumidores residenciais (convencional e baixa renda), rurais, industriais, comerciais, iluminação pública e serviços públicos;
- Alta tensão: empresas e indústrias com fornecimento em tensões superiores, das classes A2 a A4.
Entenda a diferença: Revisão x Reajuste tarifário
O reajuste autorizado pela ANEEL se enquadra no processo chamado Reajuste Tarifário Anual, previsto nos contratos de concessão e realizado nos anos em que não há TTP (Revisão Tarifária Periódica).
O RTP é mais amplo, redefinindo parâmetros como custo eficiente de distribuição, metas de perdas e qualidade, e os componentes do Fator X (índice de produtividade da distribuidora).
Já o RTA tem caráter mais técnico e automático, com atualização de custos operacionais pela inflação (IPCA ou IGP-M) descontado o Fator X, além do repasse de custos de energia, transmissão e encargos.
O reajuste da Roraima Energia ocorre em um momento em que o estado avança no processo de integração definitiva ao SIN (Sistema Interligado Nacional), após anos operando de forma isolada e com forte dependência de geração térmica.
Com a conclusão da interligação com o restante do país, espera-se uma maior estabilidade no suprimento, embora o processo de adequação tarifária ainda traga impactos ao consumidor.
Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.