A corrida global por infraestrutura digital transformou os data centers em um novo e voraz consumidor de energia. À medida que o mundo se torna mais dependente de dados, inteligência artificial e serviços em nuvem, cresce também a pressão sobre sistemas elétricos já tensionados pela transição energética.
Esse duplo movimento, marcado pela necessidade de reduzir emissões e pelo crescimento vertiginoso da conectividade global, inaugura um novo ciclo na evolução da infraestrutura digital.
Os data centers são intensivos em consumo elétrico, operam ininterruptamente e apresentam demandas que crescem em ritmo acelerado. Segundo relatório da IEA (Agência Internacional de Energia), a demanda global desse setor deve mais do que dobrar até 2030, passando de cerca de 415 TWh anuais em 2024 para aproximadamente 945 TWh, podendo representar cerca de 4% de todo o consumo elétrico mundial.
Esse crescimento é impulsionado pela inteligência artificial generativa, pelo streaming de vídeo e pela expansão contínua de serviços digitais, fatores que elevam a carga computacional e, consequentemente, o uso de energia.
Diante desse cenário, surge a pergunta central: como garantir que a expansão da infraestrutura digital seja sustentada por uma base energética limpa, confiável e competitiva?
O caminho envolve a combinação de renováveis, sistemas de armazenamento em baterias e modelos eficientes de contratação e gestão de energia.
No Brasil, o contexto energético favorece esse equilíbrio. O país possui abundância de fontes intermitentes, uma base hidrelétrica consolidada e, em 2025, registrou picos significativos de geração renovável não hídrica, ao mesmo tempo em que enfrentou curtailment em diversos momentos, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema).
Com a expansão global da computação em nuvem e da digitalização, o Brasil aparece como destino estratégico para investimentos devido à sua localização privilegiada, estabilidade relativa da matriz elétrica e proximidade de cabos submarinos.
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