A inversão de fluxo ocorre quando a geração solar de um sistema fotovoltaico excede o consumo instantâneo da unidade consumidora à qual está conectado. Nessa condição, a energia excedente não encontra demanda local suficiente e, por consequência, flui do ponto de consumo em direção à rede elétrica da distribuidora. Esse deslocamento de energia no sentido oposto ao fluxo convencional caracteriza tecnicamente a inversão de fluxo.
Embora seja um fenômeno esperado com a expansão da geração distribuída, a inversão de fluxo pode gerar impactos indesejados à rede elétrica dependendo do volume de potência injetado e das características elétricas da rede da distribuidora.
Entre os principais desafios estão a incompatibilidade da filosofia original de proteção — projetada para o fluxo unidirecional — e a ocorrência de sobretensões, especialmente em trechos de rede em final de ramal (“fim de linha”), onde a impedância é mais elevada.
Na maioria dos casos, os problemas associados à inversão de fluxo podem ser mitigados por meio de adequações na infraestrutura da rede, como reforços de condutores, instalação de reguladores de tensão ou adequações da filosofia de proteção. Contudo, o custo dessas intervenções, quando repassadas ao consumidor interessado em instalar o sistema fotovoltaico, pode tornar o projeto economicamente inviável.
Assim, uma alternativa para viabilizar a instalação de um sistema fotovoltaico em unidades consumidoras que enfrentam restrições na injeção de energia na rede elétrica da distribuidora é a implantação de um sistema de geração sem injeção de energia, popularmente conhecido como sistema GridZero. Nessa configuração, toda a energia gerada deve ser consumida instantaneamente pela carga local, sem exportação para a rede da distribuidora.
Leia o artigo completo na íntegra da edição da revista. Clique aqui para baixar.
As opiniões e informações expressas são de exclusiva responsabilidade do autor e não obrigatoriamente representam a posição oficial do Canal Solar.