Experiência europeia, geração de valor local
À medida que o mercado de energia comercial e industrial do Brasil continua a evoluir, os Sistemas de Armazenamento de Energia em Bateria (BESS) surgem como uma solução estratégica para aumentar a eficiência energética, a resiliência e a otimização de custos.
A Dyness anunciou oficialmente a chegada de seus sistemas de armazenamento de energia em bateria all-in-one para o segmento C&I ao mercado brasileiro, marcando uma nova fase de expansão da empresa na América Latina. O lançamento inclui três soluções integradas em armários principais:
- DH200Y – BESS Integrado com Resfriamento Líquido (bateria de 232 kWh + PCS integrado)
- Conectado à rede: até 10 armários, alcançando 2,3 MWh.
- DH800Y – BESS de Alta Capacidade com Resfriamento Líquido (420 kW / 836 kWh por unidade)
- Conectado à rede: escalável até 10 armários, totalizando até 4,2 MW / 16 MWh.
- DH200F – BESS Integrado com Resfriamento a Ar (bateria de 215 kWh + PCS + MPPT + STS design integrado)
- Conectado à rede: até 12 armários, alcançando 1,2 MW / 2,5 MWh
- Off-grid: até 5 armários, entregando 500 kW / 1 MWh
Projetados para instalações comerciais e industriais escaláveis, os sistemas suportam funções como peak shaving, time shifting e fornecimento de energia de backup, alinhando-se diretamente à estrutura de cobrança por demanda e às tarifas de horário de uso praticadas no Brasil.
Por que os BESS fazem sentido para o Brasil?
Na Europa, os sistemas BESS cresceram rapidamente devido à maior volatilidade da rede, flutuações no preço da energia e crescente demanda por autonomia energética. Entre os principais cenários de aplicação estão:
- Peak Shaving: redução de cobranças por demanda e otimização da potência contratada
- Time Shifting: armazenar energia em períodos de tarifa baixa e descarregar em horários de pico
- Energia de Backup: garantir continuidade operacional durante instabilidades ou interrupções da rede
- Autoconsumo: maximizar o uso de energia solar local e reduzir dependência da rede elétrica
Essas mesmas necessidades têm se tornado cada vez mais relevantes no Brasil. Com o aumento dos custos de eletricidade, complexidade tarifária e a necessidade de maior confiabilidade no fornecimento para operações comerciais e industriais, empresas brasileiras enfrentam desafios muito semelhantes aos observados na Europa nos últimos anos.
Lições de eventos recentes
Nos últimos anos, diversos países europeus passaram por situações de estresse na rede elétrica. Por exemplo, a Espanha enfrentou um apagão nacional no ano passado, evidenciando a vulnerabilidade de sistemas centralizados e acelerando investimentos em soluções de armazenamento descentralizado.
Mais recentemente, a Alemanha registrou apagões parciais. No início de janeiro de 2026, ataques criminosos a cabos de alta tensão no sudoeste de Berlim causaram interrupções de energia por cinco dias, afetando cerca de 45.000–50.000 residências e 2.200 empresas, um dos maiores períodos de blackout na cidade desde a Segunda Guerra Mundial.
Esses eventos reforçam que os BESS deixaram de ser apenas uma ferramenta para integrar energias renováveis: eles também são instrumentos de otimização financeira e gerenciamento de riscos. O mercado brasileiro de BESS está entrando em uma fase em que a gestão inteligente de energia será um fator decisivo para a competitividade.
A Dyness já apoiou a implementação de BESS em diversos mercados europeus, incluindo Países Baixos, Espanha, Alemanha e Polônia, onde a volatilidade tarifária e a pressão sobre a rede impulsionaram a rápida adoção dessas soluções.
Experiência global, oportunidade local
Cindy Wu, diretora de Marketing da Dyness para a América Latina, afirma: “A experiência europeia demonstra que, quando a eletricidade se torna volátil, o armazenamento se torna estratégico. O Brasil está entrando em um estágio semelhante, não por crise, mas devido à estrutura tarifária e à competitividade industrial. Nosso objetivo é trazer a experiência global comprovada da Dyness em BESS para o Brasil, adaptando-a às realidades locais de energia e apoiando a próxima fase de otimização energética industrial.”
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