A EDP deu um novo passo na sua estratégia de expansão das renováveis ao colocar em operação o primeiro projeto híbrido do grupo em escala global com energia solar onshore. O empreendimento combina geração hidrelétrica e solar em terra no complexo de Pracana, no distrito de Santarém, em Portugal, totalizando 89 MW de capacidade instalada.
O projeto integra uma usina solar fotovoltaica de 48 MW, equipada com cerca de 90 mil painéis, à hidrelétrica já existente na barragem de Pracana, no Rio Ocreza. A usina hídrica, em operação desde 1951, possui potência de 41 MW e está situada entre os distritos de Santarém e Castelo Branco. O valor do investimento não foi divulgado pela companhia.
As obras da central solar tiveram início em janeiro de 2025 e a expectativa é de uma produção anual de aproximadamente 87 GWh. A combinação das duas fontes no mesmo complexo permite otimizar o uso das infraestruturas já instaladas e da conexão à rede, além de reduzir custos operacionais e o impacto ambiental associado à implantação de novos empreendimentos.
Segundo a EDP, Pracana representa o sexto projeto híbrido do grupo em território português e o 11º na Península Ibérica. Com a inclusão do parque híbrido de Golancz, na Polônia, o portfólio europeu da empresa passa a somar 12 projetos multitecnologia.
Ao longo de 2025, a companhia também colocou em operação dois parques eólico-solares: Charneca das Lebres, em Aljezur, no sul de Portugal, e Las Lomillas, na região de Cuenca, na Espanha. No mercado português, a estratégia de hibridização inclui ainda projetos que associam geração hídrica e solar flutuante, como Alto Rabagão, em Montalegre, e Alqueva, em Moura.
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