A energia solar ampliou sua participação na matriz elétrica brasileira ao longo do último ano, saltando de 20,9% para 24,5% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Com esse avanço, a fonte consolidou-se ainda mais como a segunda maior do país, atrás apenas da hídrica, segundo dados da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).
O crescimento da solar ocorre em um contexto de redução da participação das hidrelétricas, que recuou de 45,4% para 42,4% no comparativo anual. Embora a fonte hídrica siga na liderança, a queda reforça uma tendência estrutural de diversificação da matriz elétrica brasileira, impulsionada pela expansão das fontes renováveis complementares.
No período, a capacidade instalada solar avançou de 53,9 GW para 63,7 GW, crescimento sustentado principalmente pela expansão da geração distribuída (GD), pela entrada em operação de grandes usinas centralizadas e pelo avanço da autoprodução de energia por empresas.
Diversificação da matriz se intensifica
Além da energia solar, outras fontes também apresentaram movimentações relevantes na matriz. A energia eólica manteve participação praticamente estável, passando de 13,5% para 13,4%, enquanto a biomassa registrou leve crescimento, de 6,9% para 7,1%.
Já o gás natural apresentou pequena retração, de 7,5% para 7,3%, enquanto o petróleo e outros combustíveis fósseis aumentaram de 3,0% para 3,5%, reflexo de acionamentos pontuais de usinas térmicas para garantir a segurança do SIN (Sistema Interligado Nacional).
A participação do carvão mineral também recuou discretamente, de 1,5% para 1,4%, e a energia nuclear permaneceu estável em 0,8%. A importação de energia elétrica, por sua vez, teve leve alta, passando de 3,1% para 3,4%, especialmente em períodos de maior demanda e restrições hidrológicas regionais.
Atualmente, o Brasil conta com cerca de 260 GW de capacidade instalada, somando todas as fontes de geração de energia elétrica. “A energia solar continuará avançando para se tornar a fonte número 1 da matriz elétrica brasileira. A velocidade desse avanço dependerá do ambiente e das políticas públicas implementadas pelo Governo Federal, pela Agência Reguladora e demais órgãos do setor elétrico”, afirmou Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR.
Evolução da participação das fontes na matriz elétrica (jan/2025 x jan/2026)
- Hídrica: 45,4% → 42,4%
- Solar: 20,9% → 24,5%
- Eólica: 13,5% → 13,4%
- Gás natural: 7,5% → 7,3%
- Biomassa: 6,9% → 7,1%
- Petróleo e outros fósseis: 3,0% → 3,5%
- Carvão mineral: 1,5% → 1,4%
- Nuclear: 0,8% → 0,8%
- Importação: 3,1% → 3,4%
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