A Enphase, uma das maiores fabricantes globais de microinversores e soluções para sistemas fotovoltaicos, anunciou uma reestruturação global que impacta diretamente o mercado brasileiro. A empresa encerrará suas operações locais no Brasil a partir de 13 de fevereiro de 2026, transferindo o suporte a distribuidores e instaladores para equipes internacionais.
A decisão faz parte de um conjunto de ações para alinhar a estrutura organizacional à nova realidade do mercado, especialmente após o fim do crédito tributário de 30% para energia limpa residencial nos Estados Unidos (25D), que deixará de vigorar em 31 de dezembro de 2025. Com isso, a Enphase visa reduzir despesas operacionais e concentrar investimentos em produtos e mercados prioritários.
Em comunicado ao mercado, Badri Kothandaraman, CEO da companhia, disse que a medida busca simplificar a organização, cortar gastos e aumentar a eficiência com o uso de IA e automação. A empresa estima uma economia de US$ 5 a 10 milhões por trimestre a partir do segundo semestre de 2026, após a implementação completa da reestruturação.
No Brasil, Luciano Guará, Country Manager da Enphase, disse ao Canal Solar que o atendimento ao cliente e a engenharia de aplicações de campo passarão a ser feitos exclusivamente por canais internacionais. Apesar disso, as garantias oferecidas continuam válidas e o fornecimento de produtos segue normalmente por meio de distribuidores como Dynamis, Canadian Solar, Solfácil, Fortlev e BelEnergy.
“A assistência técnica será direcionada ao nosso número internacional, mas mantemos o compromisso com o suporte ao cliente e a qualidade dos nossos produtos”, disse Guará. O atendimento poderá ser feito via WhatsApp (+1 55-600-7053) ou pelo telefone +55 (19) 4560-1844.
Entre as mudanças globais anunciadas, a Enphase também pretende priorizar o desenvolvimento de produtos-chave, como a 9ª geração de microinversores, a 5ª geração de baterias, carregadores bidirecionais para veículos elétricos e melhorias em software e IA. A empresa estima um impacto pontual de US$ 4,6 milhões em encargos de reestruturação e desvalorização de ativos.
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