Chegou ao fim nesta terça-feira (1º) o incentivo do governo chinês para exportação de módulos fotovoltaicos e baterias, medida que impacta os preços dos kits solares no mercado global, incluindo o Brasil. A mudança já era esperada pelo setor.
O Canal Solar, inclusive, já vinha alertando desde janeiro sobre o fim do benefício e seus possíveis impactos. No começo do mês, profissionais explicaram o que o mercado brasileiro pode esperar com o fim da medida.
Fim do incentivo chinês se aproxima: kits solares terão nova elevação de preço
Entenda o que está acontecendo
No início do ano, a China informou que cancelaria o reembolso do VAT (Value-Added Tax), incentivo fiscal concedido às exportações locais, a partir de 1º de abril.
Até então, determinados produtos da cadeia fotovoltaica contavam com um mecanismo de devolução de até 9% do imposto – algo que ajudava empresas chinesas a reduzir o preço final dos equipamentos no mercado internacional.
Ficou definido que o incentivo seria extinto para os módulos fotovoltaicos a partir de 1º de abril e que, no caso das baterias, haveria um período de transição: o reembolso seria reduzido de 9% para 6% neste mês, sendo totalmente eliminado a partir de 1º de janeiro de 2027.
A partir de agora, os fabricantes deixam de receber esse crédito fiscal e o custo tende a ser incorporado aos preços de exportação. A medida afeta diretamente mercados altamente dependentes de importações chinesas, como o Brasil, onde mais de 90% dos equipamentos utilizados no setor solar são fabricados no país asiático.
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