A GD (geração distribuída) no Brasil deve apresentar um crescimento estimado em 2026 da ordem de 15% na potência instalada, segundo projeção divulgada pela ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída) nesta terça-feira (13).
O setor chega ao início do ano com 3,87 milhões de sistemas conectados, distribuídos por 5.565 municípios. Ao todo, são quase 7 milhões de unidades consumidoras que recebem créditos de energia, somando 43,5 GW e beneficiando 21 milhões de pessoas.
Apenas em 2024 e 2025, o país registrou mais de 1,5 milhão de novas conexões. Em 2026, a projeção é que a GD alcance a marca de 50 GW de potência instalada, desde que haja previsibilidade regulatória, segurança jurídica e investimentos na infraestrutura da rede.
“A expectativa é de avanço tecnológico, maior integração com sistemas de armazenamento na carga (baterias junto aos consumidores) e ampliação de modelos coletivos, como condomínios solares”, disse Carlos Evangelista, presidente da ABGD.
Atualmente, a energia solar sozinha representa 99% da potência instalada da geração distribuída no Brasil. Ainda assim, a geração distribuída também incorpora outras fontes de forma complementar e estratégica, como biogás e pequenas centrais hídricas.
Do total de sistemas instalados, a classe residencial lidera com mais de 3 milhões de conexões, seguida pelos segmentos comercial e rural, o que evidencia a popularização do modelo.
Estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul concentram parcela relevante da potência instalada, mas a expansão ocorre de forma disseminada, alcançando pequenas e médias cidades e diferentes perfis de consumidores.
Evangelista destaca que, além de ampliar o acesso à energia renovável, a GD traz benefícios econômicos e sistêmicos relevantes, como a:
- Redução de perdas na rede elétrica;
- Postergação de investimentos em transmissão e distribuição,
- Geração de empregos locais e qualificados;
- Atração de capital privado, sem onerar o Estado, com efeitos positivos para a modicidade tarifária no médio e longo prazo.
“Tudo isso está mostrado em um estudo detalhado e aprofundado desenvolvido em 2025, coordenado por consultores especialistas da USP (Universidade de São Paulo)”, ressaltou o presidente da ABGD.
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