O Grupo Energisa anunciou nesta quinta-feira (19) um plano de investimentos de R$ 7 bilhões para 2026, com foco na modernização das redes de distribuição, expansão da infraestrutura energética e crescimento de novos negócios.
Do total previsto, R$ 109 milhões serão destinados à GD (geração distribuída), por meio da (re)energisa, braço de soluções energéticas da companhia.
Atualmente, a empresa opera 125 usinas fotovoltaicas, que somam 467 MWp de capacidade instalada, além de atuar no Mercado Livre de Energia e na oferta de serviços de valor agregado.
Os R$ 7 bilhões representam um acréscimo de 12,9% em relação aos investimentos anunciados para 2025, quando o grupo havia previsto R$ 6,2 bilhões no início do ano.
A ampliação foi influenciada pela perspectiva de assinatura antecipada dos contratos de renovação das concessões de quatro distribuidoras – localizadas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Paraíba.
Serviços de distribuição
Cerca de 92% do CAPEX anunciado (aproximadamente R$ 6,5 bilhões) serão destinados às atividades de distribuição de energia elétrica. Os recursos priorizam a modernização da rede, com o objetivo de aumentar a qualidade, a confiabilidade e a segurança do fornecimento aos consumidores.
Uma parcela relevante desses investimentos (37%) será aplicada na realização de novas ligações, ampliando o acesso à energia e promovendo impactos diretos no desenvolvimento regional e na inclusão social das áreas atendidas.
O plano também prevê aportes estratégicos em transmissão de energia. Estão programados R$ 180,3 milhões para reforçar a confiabilidade do suprimento na região metropolitana de Manaus (AM), além da implantação de uma nova linha de transmissão no Maranhão.
Negócios de gás e biometano
O Grupo também prevê investimentos de R$ 373,3 milhões em 2026 no segmento de gás natural. A ES Gás, distribuidora do Espírito Santo adquirida pela companhia em 2023, deverá receber R$ 138,7 milhões.
Já as quatro distribuidoras de gás do Nordeste nas quais a Energisa possui participação minoritária — Algás, Copergás, Potigás e Cegás — deverão receber aportes de R$ 197 milhões.
No segmento de biossoluções, a Lurean, adquirida em 2025, terá investimento de R$ 42 milhões em um projeto voltado à produção de 28 mil m³ por dia de biometano, além de biofertilizantes.
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