Reportagem publicada na Revista Canal Solar – Vol. 6, Nº 6, Outubro/2025
Nos últimos anos, as notícias sobre ataques cibernéticos a infraestruturas críticas, vazamentos de dados e instabilidade nas redes se tornaram cada vez mais frequentes. Em um mundo cada vez mais digital e interconectado, a quantidade de dispositivos e pontos vulneráveis cresce exponencialmente.
Quando esses ataques atingem setores vitais como o de energia, as consequências podem ser desastrosas, não só em termos financeiros, mas também para a segurança de toda a população.
O setor elétrico, em particular, é uma das áreas mais sensíveis a ataques cibernéticos. Somente no primeiro semestre de 2025, a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) relatou ter neutralizado mais de 539 milhões de tentativas de ataques digitais.
Vulnerabilidade no setor elétrico
De acordo com Leonardo Gomes Tavares, pesquisador do Lactec (Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento), a digitalização e a interconexão de dispositivos críticos — como sensores, RTUs (unidades remotas) e IEDs (dispositivos eletrônicos inteligentes) — ampliaram a exposição das redes. “Eu acredito que o principal desafio das distribuidoras está na vulnerabilidade de ativos legados que ainda compõem grande parte da infraestrutura”, disse ele.
Segundo o pesquisador, muitos equipamentos de campo foram projetados com foco em disponibilidade e confiabilidade, mas sem requisitos de cibersegurança. “Além disso, a crescente inserção destes dispositivos (antigos ou modernos) na rede aumenta a chamada superfície de ataque, isto é, o conjunto de potenciais pontos suscetíveis à exploração por agentes maliciosos”, acrescentou.
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