Baterias fornecidas pela Huawei irão garantir o abastecimento de energia em 24 localidades do Amazonas por meio de microrredes híbridas que combinam geração solar fotovoltaica e armazenamento.
O projeto, desenvolvido em parceria com a empresa britânica Aggreko, prevê a instalação de 110 MWp de capacidade solar e 120 MWh em sistemas de armazenamento, com investimento estimado em R$ 850 milhões.
A iniciativa atenderá regiões isoladas da Amazônia, fora do SIN (Sistema Interligado Nacional). A solução integra usinas solares, baterias e termelétricas já existentes, que permanecerão como fonte de respaldo.
Durante o dia, a geração excedente será utilizada para carregar os sistemas BESS, garantindo fornecimento contínuo no período noturno ou em momentos de baixa irradiação.
Segundo a ABSAE (Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia), trata-se do maior empreendimento nacional envolvendo armazenamento elétrico.
Do total previsto, R$ 510 milhões virão de um fundo criado após a privatização da Eletrobras, atualmente denominada Axia Energia, enquanto a Aggreko será responsável pela aquisição das baterias e pela implementação do projeto.
O cronograma prevê o início das implementações em 2026, com prazo de execução de até três anos. As primeiras microrredes devem entrar em operação entre 2027 e 2028.
Entre os impactos estimados estão a redução anual de aproximadamente 37 milhões de litros de diesel e a diminuição de cerca de 104 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano.
Além da redução de custos operacionais e de emissões, o projeto pode contribuir para aliviar a CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), encargo que subsidia a geração elétrica nos sistemas isolados.
De acordo com Bárbara Pizzolatto, Diretora de Negócios Off Grid da Huawei, um dos principais desafios para projetos de armazenamento na região amazônica é a logística.
“Na região amazônica, os períodos de cheia e seca impactam diretamente o volume e o peso dos equipamentos que podem ser transportados. Por isso, é essencial avaliar cuidadosamente o tipo de tecnologia a ser utilizada, garantindo que, além de atender aos requisitos técnicos do projeto, também esteja adequada às condições logísticas da região”, explicou.
Para assegurar o desempenho da iniciativa em larga escala, a empresa mobilizou especialistas internacionais em microgrids, além da equipe técnica brasileira.
“Nós trouxemos três especialistas da sede em microgrids, mais toda a equipe do Brasil. Foram feitos todos os testes mesmo para garantir que funcione Não nos baseamos apenas em simulações. Realizamos testes e provas de conceito para garantir que os resultados entregues sejam iguais ou superiores ao planejado”, complementou.
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