A implantação de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) nas Américas exige atenção a um fator essencial: a diversidade de padrões de tensão utilizados nos diferentes países da região. Da América do Norte à América do Sul, os níveis de tensão e as configurações de rede variam significativamente, o que torna fundamental que as soluções tecnológicas sejam compatíveis com múltiplos padrões elétricos.
Esse cenário tem impulsionado o desenvolvimento de equipamentos capazes de operar em diferentes configurações de rede, permitindo que projetos de armazenamento sejam implementados tanto em aplicações industriais quanto comerciais e de geração distribuída.
Como funciona o fluxo de energia nas redes elétricas
De forma geral, o fornecimento de eletricidade segue três etapas principais: geração, transmissão e distribuição.
Na etapa de geração, a eletricidade é produzida em usinas termelétricas, hidrelétricas, nucleares ou em fontes renováveis, como solar e eólica. Em seguida, a energia é transportada por longas distâncias por meio de linhas de transmissão de alta tensão, que utilizam transformadores para ajustar os níveis de tensão ao longo do sistema.
Por fim, na etapa de distribuição, a energia chega aos consumidores por redes de média e baixa tensão, atendendo setores residenciais, comerciais e industriais. Nesse ponto, transformadores adicionais reduzem a tensão para níveis adequados ao consumo final.
Além da geração centralizada, também é cada vez mais comum a presença de geração no lado do consumidor, como sistemas solares instalados em telhados ou instalações industriais, conhecidos como sistemas behind-the-meter.
Diferentes padrões de tensão nas Américas
A diversidade de sistemas elétricos nas Américas reflete influências históricas e padrões técnicos distintos.
Na América do Norte, predominam padrões derivados do sistema elétrico dos Estados Unidos, com diferentes configurações trifásicas no lado do usuário, como:
- Trifásico em estrela (Wye): 440 V, 480 V e 600 V
- Trifásico em estrela: 208 V, 220 V e 240 V
- High-leg Delta: 220 V e 240 V
- Sistema residencial split-phase: 120/240 V
Esses padrões também influenciam grande parte da América Central, do Caribe e alguns países do norte da América do Sul, como Colômbia e Equador.
Já a maior parte da América do Sul adota padrões de tensão baseados no modelo europeu, com redes típicas de 220/380 V. Em alguns países, como Brasil e Peru, os dois sistemas coexistem em diferentes regiões e aplicações.
Essa diversidade exige soluções tecnológicas capazes de operar em múltiplas tensões e configurações de rede.
BESS compatível com diferentes padrões de rede
Para atender a esse cenário, a ATESS desenvolveu uma linha de sistemas de armazenamento de energia projetada para operar em diferentes níveis de tensão utilizados nas Américas. Os equipamentos são compatíveis com os principais padrões de rede da região, permitindo sua aplicação em projetos industriais, comerciais e de geração distribuída.
Os sistemas BESS da empresa podem atuar em diversas funções dentro do sistema elétrico, incluindo:
- Peak shaving, reduzindo picos de demanda e custos com energia
- Valley filling, otimizando o uso de energia fora do horário de pico
- Arbitragem energética, armazenando energia em períodos de menor custo
- Suporte a cargas industriais, inclusive cargas altamente indutivas
- Backup em regiões com instabilidade ou interrupções frequentes de energia
Segundo a empresa, essas soluções ajudam a aumentar a confiabilidade energética das instalações e podem gerar ganhos econômicos relevantes para os consumidores.
Aplicações no mercado brasileiro
Com a crescente demanda por eletricidade, desafios como instabilidade de tensão, infraestrutura elétrica envelhecida, maior penetração de energia solar e a necessidade de maior flexibilidade da rede têm se tornado cada vez mais presentes em diferentes países das Américas.
Nesse contexto, a compatibilidade dos sistemas BESS com múltiplos padrões de tensão torna-se um diferencial importante. De acordo com a ATESS, os equipamentos da empresa cobrem as principais faixas de tensão utilizadas no continente, incluindo os padrões adotados no Brasil.
Isso permite que as soluções sejam aplicadas em projetos no mercado brasileiro, tanto em instalações comerciais e industriais quanto em aplicações associadas à geração distribuída e à integração de energia renovável.
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