Gigantes da tecnologia como Amazon, Microsoft e Google estão enfrentando uma crescente pressão de investidores em relação ao consumo de água e energia de seus data centers, infraestrutura essencial para sustentar o avanço da IA (inteligência artificial).
De acordo com informações da Reuters, mais de uma dúzia de investidores vêm cobrando maior transparência das empresas sobre o uso de recursos naturais, especialmente em meio à expansão acelerada da capacidade computacional.
A preocupação se intensifica às vésperas das assembleias anuais de acionistas, quando propostas voltadas à governança ambiental devem ganhar destaque.
Além da pressão financeira, os projetos também têm enfrentado resistência de comunidades locais, o que já levou ao cancelamento ou adiamento de empreendimentos multimilionários nos Estados Unidos.
Nesse contexto, cresce a pressão para que as big techs acelerem a contratação de energias renováveis e invistam em soluções mais eficientes, como sistemas de armazenamento.
Consumo de água
Um dos principais pontos de atenção apontados pelos investidores é o uso de água para resfriamento dos servidores. Segundo dados da Mordor Intelligence, os data centers da América do Norte consumiram quase 1 trilhão de litros de água em 2025 – volume equivalente à demanda anual da cidade de Nova York.
Apesar de empresas como Google, Amazon e Microsoft já adotarem sistemas de resfriamento mais eficientes, como circuitos fechados, investidores apontam falta de padronização e transparência na divulgação dessas informações.
Relatórios ambientais recentes mostram que, segundo a Reuters, em alguns casos, os dados são incompletos ou agregados, dificultando a avaliação dos riscos operacionais e do impacto local. Em outras situações, não incluem unidades arrendadas ou operadas por terceiros.
Emissões e metas sob questionamento
A expansão dos data centers pelas empresas também levanta dúvidas sobre a capacidade das empresas de cumprir suas metas climáticas. A Alphabet, controladora do Google, por exemplo, havia se comprometido a reduzir suas emissões pela metade até 2030 e operar com energia livre de carbono.
No entanto, investidores apontam que as emissões da empresa aumentaram 51% nos últimos anos, impulsionadas, em parte, pela crescente demanda por infraestrutura digital. Esse cenário tem levado gestoras e fundos a apresentarem propostas para exigir maior clareza sobre estratégias de descarbonização e sobre o uso de energias renováveis.
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