Com a recente saída de Carlos Evangelista, o executivo Luiz Fernando Leone Vianna assume interinamente a presidência da ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída) , em um movimento que ocorre após a consolidação institucional da entidade, que completa uma década de atuação no setor elétrico brasileiro.
Vianna acumula a nova função com a vice-presidência do Conselho da ABGD e chega ao cargo com uma trajetória extensa no setor de energia. Atualmente, ele também segue como titular da vice-presidência Institucional e Regulatória do Grupo Delta Energia.
Ao longo de sua carreira, Vianna ocupou cargos em empresas e instituições estratégicas do setor elétrico. Entre eles, figuram a presidência da Copel (Companhia Paranaense de Energia), a diretoria-geral brasileira da Itaipu Binacional e a presidência da Apine (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica).
Esse histórico sustenta a expectativa da ABGD de manter uma atuação técnica e articulada em um momento de debates sensíveis para a GD (geração distribuída). Segundo o executivo, a agenda da entidade neste ciclo está centrada no aprimoramento do ambiente regulatório. O fortalecimento do diálogo com agentes públicos e privados também aparece como prioridade.
Consolidação
A nomeação ocorre em um período simbólico para a associação. Em 2025, a ABGD completou dez anos de atuação, consolidando-se como uma das principais representantes do segmento de GD no Brasil. Ao longo dessa trajetória, a entidade teve participação ativa em debates regulatórios e na articulação institucional do setor, defendendo um modelo energético mais descentralizado e sustentável.
Dados citados pela associação indicam a dimensão alcançada pelo segmento no país: já são mais de 44 GW de potência instalada, com cerca de 3,9 milhões de sistemas em operação e cerca de 21 milhões de brasileiros beneficiados.
A governança da ABGD para o biênio 2026/2027 permanece sob a liderança do Conselho presidido por José da Costa Carvalho Neto, executivo com passagem por empresas como Eletrobras e Cemig, além de atuação em iniciativas privadas no campo das energias renováveis. O Conselho Deliberativo é composto por empresas representativas da cadeia de geração distribuída, responsáveis por contribuir para a definição das diretrizes estratégicas da entidade.
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