Entrou em operação um dos maiores projetos de energia solar da China, com mais de 1,5 GW de capacidade instalada e potencial para gerar cerca de 10,8 bilhões de kWh por ano. O empreendimento ocupa uma área de 12,7 mil hectares (18 mil campos de futebol) entre as regiões de Ningxia e Mongólia Interior, ampliando a oferta de energia renovável no país.
O projeto fotovoltaico conta com o uso de IA (inteligência artificial), big data e computação em nuvem, sendo instalada em uma área que antes era dedicada à mineração de carvão. Para mitigar a intermitência da geração solar, a usina também conta com um sistema de armazenamento de 600 MW.
A usina fotovoltaica também conta com duas linhas de transmissão em 330 kV, responsáveis por transportar a eletricidade por cerca de 3.000 km e se conectar uma subestação de 750 kV. Toda essa infraestrutura viabiliza o escoamento da energia gerada no Oeste para os principais centros de carga no Leste da China.
A construção da nova usina enfrentou desafios geológicos relevantes, tendo em vista que a planta foi construída em uma área de subsidência decorrente da extração de carvão mineral, condição que aumenta o risco de instabilidade do solo.
Para contornar o problema, foram adotadas soluções de engenharia específicas, incluindo diferentes tipos de fundações e ajustes no layout dos painéis. Do ponto de vista operacional, o empreendimento aposta em digitalização e automação.
Sistemas inteligentes realizam monitoramento contínuo, previsão de falhas e otimização da geração. A limpeza dos módulos é feita por robôs, enquanto drones equipados com sensores ópticos e infravermelhos identificam anomalias como hotspots e microfissuras.
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