Hot spots e microfissuras estão entre os principais fatores que comprometem o desempenho e a vida útil de usinas fotovoltaicas. Embora muitas vezes associados à fase de operação, esses problemas podem ter origem ainda durante a instalação, impactando a eficiência dos sistemas e os custos ao longo de todo o ciclo de vida dos empreendimentos.
Segundo a avaliação da ARaymond, escolhas feitas na etapa de montagem das estruturas influenciam diretamente tanto no investimento inicial quanto nos custos operacionais futuros.
Métodos tradicionais de fixação, baseados no uso de clamps e parafusos, podem contribuir para o surgimento desses defeitos quando não executados com a precisão técnica necessária.
Esse modelo, aponta a companhia, demanda maior tempo de instalação, envolve um volume elevado de componentes e exige mão de obra especializada.
‘’Menos tempo de instalação, menor necessidade de manutenção e maior durabilidade significam mais eficiência e rentabilidade para todo o ciclo de vida da usina,’’ afirmou a empresa.
Além de ampliar os custos de manutenção e pressionar o OPEX (Operational Expenditure) das usinas, a necessidade de controle rigoroso de torque ao longo da operação também aumenta o risco de danos estruturais aos módulos ainda na fase de instalação.

A empresa avalia que o excesso de torque e a manipulação da parte superior dos painéis podem provocar microfissuras que, com o tempo, evoluem para hot spots, comprometendo a eficiência energética dos módulos e elevando a probabilidade de falhas, substituições e paradas não programadas.
Ainda sobre a influência da fixação na parte superior dos módulos, Laís Andrade, Engenheira da CS Consultoria, explica que alguns tipos de grampos, especialmente os mais altos ou instalados na parte frontal, podem causar sombreamento em determinados horários do dia.
Segundo ela, a variação da posição do sol favorece a formação de pontos quentes quando a luz incide em ângulos mais baixos.
Ela enfatiza que quando se utiliza soluções de fixação pela parte inferior, este problema deixa de ocorrer.
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Grampo ultrapassando o limite do frame e causando sombreamento parcial em célula. Foto: Canal Solar.
“A adoção de sistemas de fixação pela parte inferior do módulo ou o uso de grampos mais compactos junto ao frame podem evitar esse tipo de problema em usinas tanto de solo com estrutura fixa quanto em telhado”, completou.
Além da fixação dos módulos, a empresa chama atenção para a organização do cabeamento como um elemento crítico para a confiabilidade das usinas.
Falhas nessa etapa estão entre as principais causas de paradas não programadas, afetando diretamente a disponibilidade e os custos operacionais dos sistemas.
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Foto: ARaymond/Divulgação
Nesse contexto, a ARaymond desenvolveu gerenciadores de cabos metálicos voltados à proteção e à organização dos condutores.
A companhia explica que, os dispositivos possuem instalação simples, dispensam ferramentas complexas e apresentam alta durabilidade, reduzindo a necessidade de intervenções corretivas ao longo do tempo.
“Ao integrar soluções inteligentes como clips de fixação, gerenciadores de cabos metálicos, a ARaymond oferece uma abordagem completa para reduzir CAPEX e OPEX em projetos fotovoltaicos’’, concluiu a empresa.
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