O Paraguai deu um passo decisivo para modernizar seu setor elétrico com a regulamentação da Lei nº 7.599/2025. Ao permitir que o setor privado gere e exporte energia de fontes renováveis não hidrelétricas, o país vizinho tenta reduzir sua vulnerabilidade a crises hídricas, abrindo espaço para um novo ciclo de desenvolvimento energético.
A quebra do monopólio e mais autonomia
A nova legislação cria a figura do “grande consumidor” (demanda acima de 30 MW), que agora pode comprar energia diretamente de geradores privados, sem a intermediação obrigatória da ANDE. Além disso, a permissão para que usuários residenciais e comerciais vendam seu excedente solar à rede cria um incentivo direto à GD (geração distribuída).
Perspectivas estratégicas
A Helte, distribuidora brasileira de soluções solares, acompanha de perto essa movimentação. Para a companhia, o cenário representa uma oportunidade relevante para a expansão de integradores e para o fortalecimento de um mercado mais dinâmico e descentralizado.
“O Paraguai está descentralizando sua energia. Isso gera uma resiliência que o país nunca teve, saindo da dependência exclusiva das chuvas e da vazão dos rios”, pontua Dimael Monteiro, diretor-geral da Helte. “A previsibilidade de contratos de até 30 anos é um chamariz para o investidor que busca estabilidade de longo prazo”.
Para a Helte, que projeta alcançar 3 GW de potência instalada em 2026, o Paraguai se apresenta como um mercado estratégico para expansão. “Estamos atentos. Onde há abertura de mercado, há demanda por inteligência logística e tecnologia de ponta. Nosso papel é apoiar o integrador para que ele entregue projetos eficientes e sustentáveis”, finaliza o diretor.
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