O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) projeta que o Brasil encerrará o mês de janeiro com desaceleração no consumo de energia elétrica no SIN (Sistema Interligado Nacional) e em três dos quatro subsistemas do país, além de melhora nas condições hidrológicas, com elevação nos níveis dos reservatórios.
Os dados fazem parte do boletim do PMO (Programa Mensal de Operação) para a semana operativa entre os dias 24 e 30 de janeiro. A previsão de crescimento da carga no SIN foi revisada pelo Operador para 1,6% (84.631 MWmed), abaixo dos 2,3% estimados na semana anterior.
Também houve redução nas projeções para as regiões Nordeste, com 7,8% (14.437 MWmed), ante 8,0%; Norte, com 7,1% (8.201 MWmed), ante 7,8%; e Sudeste/Centro-Oeste, com -0,1% (47.072 MWmed), ante 1,2%.
O subsistema Sul manteve tendência de desaceleração, com retração de 1,3% (14.921 MWmed), frente a 1,9% na semana anterior. Os dados comparam as projeções de janeiro de 2026 com o consumo verificado no mesmo período de 2025.
Segundo o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, a redução na demanda está diretamente relacionada às condições climáticas. “A queda das temperaturas em diversas regiões do país, com destaque para o Sudeste, em função da chegada de uma frente fria, influenciou diretamente na demanda da carga”, disse ele.
Reservatórios apresentam melhora
O relatório também aponta melhora na ENA (Energia Natural Afluente) – indicador que mede o volume de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas e, consequentemente, sua capacidade potencial de geração. Para o final do mês, três subsistemas devem registrar níveis acima de 60% da MLT (Média de Longo Termo), que representa a média histórica das vazões:
- Sul: 83% da MLT
- Norte: 66% da MLT
- Sudeste/Centro-Oeste: 64% da MLT
- Nordeste: 44% da MLT
Já os percentuais de EAR (Energia Armazenada) – que indicam o nível atual dos reservatórios – mostram o Sul com a situação mais confortável, atingindo 63,9%. Em seguida aparecem Norte (58,8%), Nordeste (53,4%) e Sudeste/Centro-Oeste (46,4%).
Em termos operacionais, níveis de EAR abaixo de 40% costumam ser considerados zonas de atenção, enquanto percentuais inferiores a 30% acendem o alerta para risco hidrológico, podendo exigir maior despacho de usinas térmicas.
Custos de geração
O CMO (Custo Marginal de Operação), que representa o custo para atender à próxima unidade de demanda no sistema e influencia diretamente o preço da energia no mercado, ficou assim:
- Sul: R$ 309,74
- Sudeste/Centro-Oeste: R$ 308,90
- Norte: R$ 289,25
- Nordeste: R$ 177,28
Clique aqui para conferir o relatório na íntegra.
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