Em apenas três dias, o LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade) de 2026 passou por uma série de reviravoltas que colocaram o setor de energia em alerta. O impasse começou na segunda-feira (09), quando o MME (Ministério de Minas e Energia) divulgou preços-teto de até R$ 1,6 milhão por MW/ano para os novos projetos.
O mercado, que esperava preços entre R$ 2,2 milhões e R$ 3,1 milhões por MW/ano, reagiu de forma imediata e negativa: na terça-feira (10), agentes do setor alertaram que os valores eram insuficientes para cobrir os custos de investimento, provocando forte volatilidade na bolsa. As ações da Eneva (ENEV3), por exemplo, uma das principais interessadas, registraram quedas acentuadas diante da ameaça à competitividade do certame.
Pressionado pela repercussão, o ministro Alexandre Silveira anunciou nesta quarta-feira (11) que os preços serão corrigidos até o fim do dia. O executivo admitiu que houve uma discrepância entre os dados médios do governo e os custos reais reportados pelos grandes agentes. Agora, investidores aguardam a formalização dos novos patamares para reavaliar a atratividade do leilão, previsto para março
LRCAP em 2026
O calendário de leilões para o primeiro quadrimestre de 2026 está concentrado em março, com certames de escopos distintos. O cronograma começa no dia 18 de março, com o leilão destinado a usinas térmicas a gás natural e carvão mineral, além de empreendimentos hidrelétricos, conforme estabelecido pela Portaria nº 118/2025.
Apenas dois dias depois, em 20 de março, será realizado o certame voltado a usinas movidas a óleo combustível, diesel e biodiesel, nos termos da Portaria nº 119/2025. Além dessas frentes, o Governo planeja realizar, ainda neste primeiro quadrimestre, o inédito Leilão de Reserva de Capacidade para Armazenamento.
Este último será focado na contratação de sistemas de baterias, tecnologia considerada estratégica para conferir maior flexibilidade e resposta rápida às oscilações da rede elétrica nacional. A introdução do armazenamento em larga escala visa, sobretudo, mitigar a intermitência das fontes solar e eólica, permitindo que o excedente gerado por essas usinas seja utilizado nos momentos de maior demanda ou baixa produção natural.
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