Consumidores europeus têm ampliado o interesse por sistemas de energia solar residenciais como forma de se proteger da alta nos preços de energia, intensificada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, segundo análise da BloombergNEF.
No Reino Unido, esse movimento já começa a refletir em ações concretas. O governo britânico anunciou medidas para facilitar a instalação de painéis solares, com o objetivo de ampliar o acesso da população à tecnologia e acelerar sua adoção.
A preocupação com os custos de energia também tem crescido entre os consumidores. Um levantamento recente da Ipsos aponta que 84% dos britânicos estão apreensivos com o impacto da crise nos preços do petróleo.
Esse cenário já se traduz em maior demanda por soluções energéticas alternativas. Empresas como a Octopus Energy informaram que as buscas por sistemas solares residenciais no Reino Unido cresceram cerca de 27% nas últimas semanas, em comparação com a média habitual.
Na Alemanha, o comportamento segue a mesma tendência. Empresas do setor relatam aumento nas consultas por tecnologias limpas, embora a conversão em vendas ainda deva levar alguns meses para se consolidar.
Dados de mercado alemão reforçam esse avanço. A Enpal registrou crescimento de aproximadamente 30% nas consultas por sistemas solares e bombas de calor, enquanto a 1KOMMA5° observou quase uma duplicação no interesse por energia solar.
Além disso, o interesse por veículos elétricos também ganhou força no país. Informações da plataforma Carwow Deutschland indicam que essas buscas já representam cerca de 60% do total relacionado a automóveis, ante 55% antes do agravamento das tensões.
Para analistas, esse comportamento evidencia a sensibilidade dos consumidores às condições econômicas, especialmente em cenários de aumento dos custos de energia. “Choques nos preços de combustíveis e instabilidades no sistema elétrico costumam acelerar a adoção de soluções descentralizadas, como a energia solar residencial”, afirmou Lara Hayim, analista da BloombergNEF.
Segundo ela, esse padrão já foi observado anteriormente, como após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, quando consumidores e governos intensificaram esforços para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Naquele período, houve um avanço significativo na adoção de tecnologias como painéis solares, veículos elétricos e bombas de calor.
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