O mercado de armazenamento de energia tem se consolidado como uma oportunidade crescente para integradores que buscam capacitação e novas frentes de atuação.
Um estudo divulgado neste mês de março revela que 78% dos brasileiros relataram ter enfrentado ao menos uma queda de energia em seus imóveis nos últimos três meses.
Além da frequência, a duração das interrupções também chama atenção. Para 53% dos afetados, o restabelecimento do serviço leva mais de uma hora. Desse total, 29% aguardam entre uma e três horas, 14% entre três e cinco horas, e 10% chegam a ficar mais de cinco horas sem energia.
Os dados fazem parte de um levantamento da Ipsos-Ipec, realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro de 2026, com 2.000 entrevistados em 129 municípios brasileiros.
De acordo com o estudo, a demora no restabelecimento é mais expressiva na região Sudeste, onde 58% dos consumidores aguardam mais de uma hora, frente a 46% nas regiões Norte e Centro-Oeste. O índice chega a 60% entre aqueles que relataram mais de quatro interrupções no período analisado.
A pesquisa apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Armazenamento de energia ganha relevância
O cenário reforça a importância de soluções como o armazenamento de energia, especialmente em aplicações residenciais e comerciais.
Sistemas com baterias permitem maior autonomia ao consumidor, garantindo fornecimento mesmo durante interrupções da rede elétrica, além de possibilitar estratégias como backup, gerenciamento de demanda e maior aproveitamento da geração solar.
Para integradores, esse contexto abre espaço para diversificação de portfólio e oferta de soluções mais completas, alinhadas às novas demandas do mercado.
O assunto, inclusive, foi tema do episódio mais recente do podcast Papo Solar, que aprofunda as oportunidades do mercado de baterias para integradores e discute as principais aplicações e desafios do segmento.
Assista o conteúdo abaixo:
Percepção sobre energia e sustentabilidade
O levantamento também mostra que a população brasileira valoriza a transição energética. Segundo a Ipsos-Ipec, 93% dos entrevistados consideram importante ou muito importante a migração para fontes renováveis.
Ao mesmo tempo, 71% avaliam o valor da conta de luz como alto ou muito alto em relação à qualidade do serviço prestado.
A preocupação com sustentabilidade é mais acentuada entre as faixas de maior renda e escolaridade. Entre os brasileiros com renda familiar acima de cinco salários mínimos, 71% consideram a geração de energia limpa muito importante, percentual que cai para 45% entre aqueles com renda de até um salário mínimo.
O mesmo padrão se repete em relação à escolaridade: 68% dos entrevistados com ensino superior atribuem alta importância ao tema, contra 44% entre aqueles com ensino fundamental.
Regionalmente, o Sudeste lidera a valorização da energia limpa, com 65% dos entrevistados classificando o tema como muito importante, seguido pelo Sul (51%) e Nordeste (48%).
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