O ano de 2026 começa com números expressivos para a MMGD (Micro e Minigeração Distribuída) no Brasil. Levantamento da Datlaz, com dados consolidados em 19 de janeiro de 2026, aponta que a CEMIG-D, de Minas Gerais, ocupa a liderança absoluta do país em potência instalada, alcançando 5.259,38 MW, reforçando o protagonismo do Sudeste no avanço da geração descentralizada.
Sudeste concentra maior volume do país
A Região Sudeste permanece como o principal polo da geração distribuída brasileira. Além da liderança da CEMIG-D (MG) entre as distribuidoras, o destaque no recorte municipal é o Rio de Janeiro (RJ), que soma 352,39 MW em potência instalada, refletindo a maturidade do mercado local.
Paraná impulsiona desempenho do Sul
No Sul, o crescimento é puxado pelo Paraná, onde a COPEL-DIS registra 4.025,12 MW, consolidando-se como uma das maiores distribuidoras do país em capacidade conectada. Entre os municípios da região, Foz do Iguaçu (PR) lidera com 175,20 MW.
Centro-Oeste ganha relevância com Brasília
A Região Centro-Oeste apresenta avanço consistente, com a Energisa MT alcançando 2.902,74 MW de potência instalada. No ranking municipal, Brasília (DF) se destaca ao registrar 530,43 MW, figurando entre as capitais com maior volume de micro e minigeração distribuída no Brasil.
Nordeste amplia presença fora dos grandes centros
No Nordeste, a Neoenergia COELBA (BA) lidera o mercado regional, somando 2.348,19 MW. Já no ranking municipal, Teresina (PI) aparece na primeira posição, com 346,93 MW, indicando a interiorização do crescimento da geração distribuída.
Norte avança com concentração no Pará
A Região Norte também mostra expansão relevante. A Equatorial Pará concentra o maior volume regional, com 1.505,01 MW instalados. Entre os municípios, Belém (PA) lidera com 240,61 MW, reunindo o maior número de ativos conectados da região.
Leitura estratégica para o mercado
De acordo com a Datlaz, o mapeamento da potência instalada por região é essencial para avaliar níveis de saturação das redes, identificar gargalos operacionais e mapear oportunidades de expansão. A evolução da capacidade por distribuidora é considerada um dos principais indicadores para decisões estratégicas de investimento ao longo de 2026.
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