Cuba enfrenta uma crise energética agravada pela escassez de petróleo, com reservas que devem durar entre 15 e 20 dias caso não haja novos suprimentos de Venezuela ou do México.
Segundo a consultoria Kpler, o país possui atualmente cerca de 460 mil barris de petróleo. Em janeiro de 2026, Cuba recebeu 84.900 barris do México, cerca de 3 mil barris por dia, muito abaixo da média de 37 mil barris diários registrada em 2025.
A falta de fornecimento têm gerado impactos diretos na geração elétrica e no transporte, setores fortemente dependentes de combustíveis fósseis.
Em seu discurso na Convenção Internacional de Ciências da Terra de 2025, Ramses Montes, diretor do MINEM (Ministério de Energia e Minas de Cuba), destacou que menos de 5% da eletricidade do país era gerada por fontes renováveis, enquanto a maior parte vinha de usinas térmicas a óleo e outros combustíveis fósseis.
O país, porém, busca ampliar a participação de energias limpas. Planos incluem alcançar 2.000 MW de capacidade solar até 2028, com construção de novos parques fotovoltaicos e outras instalações renováveis.
Um decreto de 2025 estabeleceu que grandes consumidores devem gerar pelo menos 50% da eletricidade de pico a partir de fontes renováveis até 2028.
Apesar das iniciativas, a energia limpa ainda representa uma pequena fração da capacidade total, que em 2023 era de aproximadamente 15,30 GW, sendo 95,2% proveniente de combustíveis fósseis, 0,12 GW de hidrelétricas e 0,61 GW de outras renováveis.
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