A escalada do conflito no Oriente Médio volta a pressionar o transporte marítimo global e deve provocar aumento nos custos logísticos nos próximos dias.
O alerta ganhou força após o ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o consequente bloqueio da navegação no Estreito de Ormuz – um corredor estratégico por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.
No fim da tarde desta segunda-feira (2), autoridades iranianas informaram que a passagem marítima está fechada e ameaçaram reagir a qualquer tentativa de travessia não autorizada, elevando ainda mais o nível de risco na região.
Segundo profissionais do setor de logística e navegação, o cenário encarecerá seguros marítimos, combustíveis e operações portuárias, pressionando diretamente as tarifas de frete internacional nas principais rotas globais.
“Com certeza toda essa situação vai trazer impactos para o frete China–Brasil”, afirmou Maiara Cordova, Ocean Freight Import Manager da Allog Transportes Internacionais.
O Estreito de Ormuz é a principal rota de saída do petróleo produzido no Golfo Pérsico, região que inclui Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e o próprio Irã. O corredor conecta o Golfo ao Oceano Índico e aos principais mercados consumidores globais.
“Ainda não recebemos comunicados de aumento de frete ou inclusão de taxas adicionais de guerra, mas acreditamos que existe uma grande chance de isso acontecer nos próximos dias”, acrescentou Maiara.

Efeito dominó na cadeia logística
Além do risco imediato à navegação, o aumento do preço do petróleo tende a elevar o custo do bunker (combustível utilizado pelos navios) – um dos principais componentes do valor do frete marítimo.
“Nas próximas semanas, as consequências serão por conta do aumento do petróleo, que impacta diretamente e provavelmente problemas com falta de equipamentos vazios na China, o que também colabora para o aumento dos fretes”, explicou Maiara.

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