Um estudo divulgado pela Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade) mostrou que o Brasil ultrapassou, pelo terceiro ano consecutivo, a marca de 2 mil acidentes de origem elétrica, evidenciando a necessidade de maior conscientização sobre os riscos no uso da energia no cotidiano.
De acordo com o “Anuário de Acidentes de Origem Elétrica 2026 – ano base 2025”, o país registrou 2.232 ocorrências no último ano.
Grande parte desses acidentes está associada a situações comuns do dia a dia, como intervenções próximas à rede elétrica, atividades da construção civil e uso inadequado de instalações elétricas.
Os incêndios de origem elétrica lideram o número de registros, com 1.304 ocorrências e 60 mortes. Já os choques elétricos configuram o cenário mais crítico em termos de gravidade, com taxa de letalidade próxima de 70%, somando 646 mortes em 917 casos.
A Abracopel organizou os dados em três categorias principais. Entre elas: choques elétricos – incluindo queimaduras por arco elétrico, incêndios de origem elétrica e acidentes envolvendo descargas atmosféricas (raios).
Os incêndios elétricos, frequentemente associados a sobrecargas e curtos-circuitos, seguem em trajetória de alta. No ano passado, o número de registros chegou a 1.304, frente a 1.186 em 2024, representando um aumento de quase 10%.
O número de mortes decorrentes desses eventos também cresceu, passando de 50 para 60 no mesmo período, alta de 20%.Por outro lado, os acidentes por choque elétrico apresentaram redução em relação ao ano anterior.
Em 2024, foram registrados 1.077 casos e 759 mortes, enquanto em 2025 os números caíram para 917 ocorrências e 646 óbitos, uma diminuição de aproximadamente 15% em ambos os indicadores, de acordo com a entidade.
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Fonte: Abracopel
Outro recorte do levantamento da Abracopel mostra mudanças no ranking estadual de acidentes por choque elétrico registrados em 2025.
Em 2025, a Bahia voltou a ocupar a primeira posição em números absolutos, com 99 ocorrências e 72 mortes. O estado de São Paulo, que liderava o ranking no ano anterior, passou para a segunda colocação, somando 87 acidentes e 64 óbitos.
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Fonte: Abracopel
Óbitos
O estudo revela ainda que as redes de distribuição aérea e os ambientes residenciais seguem como os principais cenários de acidentes e mortes por choque elétrico no Brasil. As redes de distribuição, em especial, apresentam maior gravidade, com 379 ocorrências e 242 óbitos registrados em 2025.
Na comparação com 2024, houve uma redução aproximada de 17% no número de acidentes tanto nas redes quanto nas residências. Apesar do recuo, os indicadores ainda são considerados elevados e refletem a permanência de riscos estruturais e comportamentais.
Entre os principais fatores está o contato acidental com a rede elétrica, geralmente associado a atividades não elétricas realizadas nas proximidades das instalações, como obras da construção civil, instalação de fachadas, letreiros e redes de telecomunicações.
Nos ambientes residenciais, embora tenha sido registrada uma queda mais significativa, próxima de 40%, os riscos permanecem relevantes.
Em 2025, foram contabilizados 195 acidentes e 150 mortes. Entre as principais causas estão práticas inseguras, como uso inadequado de extensões, falta de manutenção das instalações, exposição de partes energizadas, intervenções realizadas por pessoas não qualificadas e até o uso de dispositivos eletrônicos durante o carregamento.

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