A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, nesta terça-feira (7), o reajuste tarifário anual da CEA (Companhia de Eletricidade do Amapá), distribuidora do Grupo Equatorial que atende cerca de 283 mil unidades consumidoras nos 16 municípios do estado.
O efeito médio aprovado foi de 3,54%, com aumento de 19,03% para consumidores de alta tensão e de 0,01% para baixa tensão. Contudo, a proposta inicial supera os 24%, com a redução do índice sendo oficializada após a Agência acatar a proposta da distribuidora de antecipar R$ 201 milhões em recursos relacionados ao UBP (Uso do Bem Público).
Apesar de o reajuste no Amapá ter ficado abaixo do inicialmente proposto, o Brasil vive um cenário de forte pressão sobre as tarifas de energia elétrica. Em paralelo à decisão sobre a CEA, a ANEEL também aprovou nesta semana a abertura de consulta pública para discutir a revisão tarifária periódica da Copel, cuja proposta preliminar indica elevação de 19,20% nas tarifas no Paraná.
ANEEL abre consulta sobre tarifa da Copel; alta no Paraná pode chegar a 19%
Ano começa com altas acima da inflação
O setor elétrico iniciou 2026 com reajustes acima da inflação na conta de luz. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Enel Rio teve aprovado um aumento médio de 15,46%, enquanto a Light enfrentou disputa judicial que resultou na fixação do reajuste em 8,59%, após decisão da Justiça.
No Norte do país, a Roraima Energia também registrou aumento de mais de 24% nas tarifas. Ao todo, a ANEEL projeta que o custo da energia elétrica deve subir, em média, 8% em 2026 em todo o Brasil – cerca de o dobro da inflação estimada para o período.
ANEEL projeta alta de 8% na conta de luz em 2026, mais que o dobro da inflação
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