A diretoria da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) revogou, nesta terça-feira (24), as autorizações concedidas às usinas solares Aratinga 1 a 5, após negar recurso apresentado pelas empresas responsáveis pelos empreendimentos.
A decisão foi motivada pelo descumprimento do cronograma de implantação das usinas, que estaria sendo marcado pela ausência de início das obras e, consequentemente, pela impossibilidade de entrada em operação comercial no prazo estabelecido.
Localizadas no município de Milagres (CE), as cinco usinas somariam 150 MW de potência instalada. Segundo a ANEEL, toda a energia gerada seria destinada ao ACL (Ambiente de Contratação Livre), com início de operação previsto para 24 de setembro de 2024.
Contudo, a Agência destaca, em nota, que os “sucessivos adiamentos e atrasos injustificados no cronograma de implantação comprometeram a concretização tempestiva dos projetos, tornando os empreendimentos inviáveis no curto ou médio prazo”.
Sete revogações em uma semana
Essas revogações se somam a outras duas ocorridas na semana passada, envolvendo as usinas Sol de Várzea 1 e 2, em Minas Gerais, que juntas totalizariam 45 MW de potência instalada.
Os empreendimentos deveriam ter iniciado a operação em 2022, prazo posteriormente prorrogado para maio de 2024 e também não cumprido. Com isso, o número de autorizações revogadas pela ANEEL chega a sete usinas solares em apenas uma semana.
ANEEL revoga duas usinas solares em Minas Gerais por atraso nas obras
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