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ANEEL revoga duas usinas solares em Minas Gerais por atraso nas obras

Decisão reforça tendência para retirada do pipeline de projetos considerados inviáveis

Canal Solar - ANEEL revoga duas usinas solares em Minas Gerais por atraso nas obras

Foto: Freepik

A diretoria da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu nesta terça-feira ( 17), revogar as autorizações de duas usinas solares localizadas em Minas Gerais, em razão de atrasos na implantação dos empreendimentos.

A medida atinge as UFVs Sol de Várzea 1 e 2, que somariam 45 MW de potência e deveriam ter iniciado a operação ainda em 2022, prazo posteriormente estendido para maio de 2024, também não cumprido.

Segundo a Agência, a fiscalização constatou descumprimento do cronograma e ausência de resposta da empresa responsável aos termos de intimação, o que levou à aplicação da penalidade máxima, com o cancelamento das outorgas. Mesmo após ser notificada, a empresa não apresentou manifestação, resultando na perda definitiva das outorgas.

A decisão mais recente se insere em um movimento mais amplo da ANEEL, que vem desde o ano passado endurecendo a sua atuação contra projetos considerados inviáveis ou paralisados. Em abril e maio de 2025, por exemplo, o órgão regulador já havia tomado medidas semelhantes.

Entre os casos, destaca-se a revogação de 15 usinas solares no Piauí, que totalizavam 657 MW de capacidade instalada. As obras estavam praticamente paradas, com apenas 0,01% de avanço, e sem perspectiva concreta de conclusão, mesmo após prazos regulamentares expirados.

De acordo com a ANEEL, a manutenção desses empreendimentos no portfólio cria uma falsa expectativa de oferta de energia, com potenciais impactos negativos para o planejamento do setor elétrico e, em última instância, para os consumidores.

Sinalização regulatória

As revogações refletem uma estratégia mais rigorosa da agência para garantir maior previsibilidade e segurança ao sistema. A lógica é retirar do pipeline projetos que não avançam, abrindo espaço para novos investimentos mais consistentes.

Embora o foco recente esteja em usinas solares, decisões semelhantes também têm ocorrido em outros segmentos. Um exemplo é a revogação de autorizações de empreendimentos eólicos no Nordeste, em casos de desistência ou inviabilidade declarada pelos próprios agentes.

Na avaliação da ANEEL, a atuação busca equilibrar o caráter educativo e preventivo da regulação com a necessidade de aplicar penalidades quando há risco elevado de descumprimento dos cronogramas.

Com isso, a Agência sinaliza ao mercado que a manutenção das outorgas está condicionada ao avanço efetivo dos projetos, recado direto em meio à expansão acelerada das fontes renováveis no país.

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Antonio Carlos Sil
Sobre o autor
Antonio Carlos Sil

Antonio Carlos Sil é jornalista formado pela FMU/FIAM. Atuou como repórter pela Brasil Energia, além de serviços prestados para Agência Estado, Exame e Canal Energia. Trabalhou em assessorias de comunicação da CPFL Energia, CESP e AES Tietê. Cobre setor elétrico desde 2000. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.

Comentários (2)

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  • Otavio Barros

    Parabéns à ANEEL por cumprir com suas obrigações. Vamos ver se será tão eficiente na hora de cassar a concessão da ENEL em São Paulo.

  • Otavio Barros

    Parabéns à ANEEL por cumprir com suas obrigações. Vamos ver se será tão eficiente para causar a concessão da ENEL em São Paulo.

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