A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou em janeiro um reajuste médio de 24,13% na conta de luz dos moradores do estado de Roraima. Por esse motivo, o diretor-geral da autarquia, Sandoval Feitosa, foi convidado a prestar esclarecimentos sobre essa medida na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado Federal. A prestação de contas ocorreu nesta semana.
O diretor alegou que o aumento decorreu, principalmente, dos encargos setoriais, responsáveis por 9% da parcela de aumento. Outro motivo citado por ele foi a interligação de Roraima ao SIN (Sistema Interligado Nacional), que permite a transferência de energia, podendo evitar apagões.
“Caso não houvesse interligação, nós teríamos um reajuste da ordem de 18%, que também é um valor considerado expressivo. E por que esses outros valores ocorreriam? Em função de outros custos que também existiriam quando a operação é isolada, notadamente o custo de geração, que é mais caro, em razão da operação isolada”, disse Feitosa
Os senadores questionaram se a ANEEL poderia solicitar o diferimento tarifário para adiar o aumento dos valores, o que já ocorreu em outros estados, mas Sandoval explicou que isso é feito antes da homologação do aumento, por iniciativa da concessionária de energia.
O diretor da ANEEL disse que para 2027 há uma previsão de tarifa mais baixa, em razão do desligamento de parte das usinas termelétricas do estado.
No entanto, o presidente da comissão, senador Dr. Hiran (PP), informou que pediu formalmente a recomposição dessa tarifa. O parlamentar informou que pretende convocar o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para debater o aumento na conta de luz.
Com informações da Agência Senado.
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