Mais de 300 drones de ataque, 18 mísseis balísticos e sete mísseis de cruzeiro foram lançados pela Rússia contra a Ucrânia nesta sexta-feira (16), atingindo oito regiões do país, incluindo a capital Kiev.
Os ataques tiveram como principal alvo a infraestrutura energética e aprofundaram a crise no sistema elétrico ucraniano em pleno inverno europeu.
As ofensivas atingiram usinas de geração, subestações e linhas de transmissão, provocando apagões em larga escala, cortes emergenciais de energia e aquecimento e levando o governo a decretar estado de emergência energética.
A interrupção do fornecimento afetou serviços essenciais e ampliou os impactos das baixas temperaturas sobre a população.
Com a deterioração do sistema elétrico, moradores de diversas cidades passaram a recorrer a centros públicos de aquecimento, enquanto atividades cotidianas e serviços públicos operam sob fortes restrições.
Na capital Kiev, cerca de 70% da população ficou sem eletricidade. O município anunciou que as escolas da capital permanecerão fechadas até o início de fevereiro e que as aulas foram suspensas até lá.
A prefeitura da cidade também determinou a redução da iluminação pública para cerca de um quinto da capacidade, priorizando o atendimento de hospitais, sistemas de emergência e infraestrutura considerada crítica.
Outras regiões, como Odesa, Kharkiv e Zaporíjia, também registraram interrupções no fornecimento de energia, segundo o Ministério da Energia da Ucrânia. Em áreas do norte e do oeste do país, condições climáticas adversas agravaram ainda mais a instabilidade da rede elétrica.
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