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BIPV: soluções fotovoltaicas integradas à arquitetura

A arquiteta Liciany Ribeiro explora a harmonização entre a arquitetura e a energia solar

Autor: 14 de dezembro de 2020dezembro 16th, 2020Brasil
BIPV: soluções fotovoltaicas integradas à arquitetura

Arquitetos possuem a capacidade de dizer como gostariam que um sistema fosse integrado

Embelezar prédios e residências e, ao mesmo tempo, gerar energia a partir da fonte solar, proporcionando um preenchimento estético integrado às edificações. Este é o objetivo dos produtos especiais para BIPV (Building Integrated Photovoltaics – Integração Fotovoltaica na Construção Civil).

“O BIPV é uma boa solução porque sofre menos com o sombreamento, quando aplicado na vertical, em comparação com um módulo convencional de silício cristalino. Este diferencial torna este tipo de produto um revestimento funcional. Ou seja, você reveste um prédio com um material BIPV, substituindo uma pedra ou um metal, mas ao mesmo tempo produz energia”, destaca a arquiteta Liciany Ribeiro, coordenadora estadual da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) no Paraná.

A especialista reconhece que o módulo BIPV tem um custo superior em relação ao convencional, mas destaca que esta solução amplia as opções arquitetônicas ao projetar um sistema harmonioso e aproxima o consumidor do mercado de energia solar.

“A partir do momento que tem um fotovoltaico no telhado, como o carport, muitas pessoas acabam passando por baixo e não ficam sabendo que tem energia solar. Mas quando você usa um BIPV na fachada, se tornando o destaque, ele passa a ser visível para o consumidor, que passa a entender que a energia solar faz parte do nosso dia-a-dia”, enfatiza Liciany.

Além dos módulos BIPVs, Liciany destaca que é possível que profissionais elaborem projetos utilizando painéis solares e aplicando-os em harmonia com projetos fotovoltaicos.

“Módulos fotovoltaicos convencionais de silício cristalino têm desenhos específicos. O arquiteto sabendo suas dimensões, pode escolher de que forma quer colocar os equipamentos no telhado. Ele pode, por exemplo, fazer uma cobertura em que o módulo seja o próprio telhado”, conta Liciany.

Ainda segundo a arquiteta, existem várias opções de design para um sistema fotovoltaico. “Temos módulos coloridos, com transparência e pretos, que podem ser aplicados não só em telhados, mas também em fachadas, dando um acabamento de vidro preto ou colorido e gerando energia ao mesmo tempo”.

Profissionais especializados

Segundo Liciany, arquitetos possuem a capacidade de dizer como gostariam que um sistema fosse integrado a uma residência, ou prédio, contando com o auxílio de um engenheiro eletricista.

“Todo profissional, num curto período de tempo, vai ter que decidir como quer usar o sistema fotovoltaico em seu projeto. Profissionais especializados, por exemplo, têm integrado módulos com soluções arquitetônicas, como brises (do francês quebra sol)”, conta a arquiteta.

“Quando se é projetado aplicado em um brise, em um pergolado ou em uma cobertura de churrasqueira, que tem um efeito de sombra e luz, além de ele estar contribuindo com o fotovoltaico, ele está diminuindo a incidência de calor embaixo e criando sombra”, acrescenta Liciany.

A especialista ainda comenta sobre as qualificações dos profissionais que usam soluções com a aplicação da fonte fotovoltaica. “Tem muitos profissionais atuando na área de certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design – Liderança em Energia e Design Ambiental) e certificações que buscam a sustentabilidade, além dos profissionais que focam em um mix da sustentabilidade”.

Liciany conclui destacando que novas tecnologias podem ser usadas pelos arquitetos. “Estão chegando telhas e módulos diferentes. Com isso, existem opções mais belas que o módulo convencional, e mesmo este equipamento, por ter esse aspecto mais quadriculado, pode ser uma estratégia do arquiteto. Então, integrar este conceito com o que está pensando é a parte mais interessante e importante”.

Giuliana Olivieri

Giuliana Olivieri

Atuou como produtora de programa de entrevista na Rádio Brasil Campinas, além de elaboração de reportagens diárias, edição de áudio e vídeo. Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico, cobrindo a editoria de Mercado e Negócios. Graduanda em Jornalismo na PUC Campinas.

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