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BNDES e Eletrobras firmam acordo para descarbonização na Amazônia

Iniciativa visa um estudo para substituição da geração a diesel por energia limpa nos Sistemas Isolados da Amazônia

Autor: 23 de setembro de 2021Brasil
BNDES e Eletrobras firmam acordo para descarbonização na Amazônia

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Eletrobras firmaram uma parceria para atuarem na busca de soluções que promovam a geração de energias renováveis na Amazônia. 

O acordo foi feito durante a chamada global da ONU (Organização das Nações Unidas) para a apresentação de “Pactos de Energia” (Energy Compacts), que foram formalizados durante o Diálogo de Alto Nível sobre Energia da ONU, evento realizado entre os dias 22 e 24 de setembro.

Segundo o escopo do compromisso firmado pelo BNDES e pela Eletrobras apresentado à ONU, serão conduzidos estudos sobre os aspectos econômicos, tecnológicos, legais e regulatórios a serem considerados em um plano de substituição da geração a diesel por energia limpa nos Sistemas Isolados da Amazônia, regiões remotas que não são atendidas por Sistemas Interligados. 

Atualmente, mais de 90% da capacidade energética instalada nessas regiões, onde vivem cerca de 3 milhões de pessoas, tem por base térmicas a diesel, fonte fóssil altamente poluente. O acordo visa acelerar ações que promovam a implementação das metas e objetivos energéticos da Agenda 2030 da ONU, catalisando soluções inovadoras, investimentos e parcerias para o cumprimento dos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) e aceleração da implementação do Acordo de Paris.

“O Brasil foi escolhido pela ONU como um dos líderes globais da transição energética no Diálogo de Alto Nível em Energia. Com este pacto, o BNDES vem apresentar sua contribuição como um dos maiores financiadores de energias renováveis do mundo”, destacou Petrônio Cançado, diretor de Crédito a Infraestrutura.

Leia também: Projeto Amazônia 4.0 prevê exploração sustentável da biodiversidade

A iniciativa conjunta também avaliará mecanismos de financiamento para projetos de promoção da limpeza da matriz energética amazônica e os atuais incentivos regulatórios, assim como estudará novos incentivos para a implementação de programas. 

“Para a Eletrobras, é uma honra integrar os esforços globais no momento em que o mundo volta suas atenções para a transição energética, baseada em baixa emissão de carbono e fontes renováveis. A Eletrobras, por ser a maior empresa de energia elétrica da América Latina e referência em geração de energia limpa, tem muito a contribuir para o tema e para o alcance do ODS 7, que é um objetivo priorizado em nossa estratégia empresarial, em sinergia com nosso modelo de criação de valor”, afirmou Rodrigo Limp, presidente da Eletrobras,. 

Estão previstas ainda ações de fomento de projetos-piloto e de incentivo a colaborações entre instituições interessadas em atuar no tema. Serão avaliados os resultados e as contribuições das companhias envolvidas para que um plano de políticas públicas com metas específicas de descarbonização seja proposto para o período de 2025 a 2030, no contexto da Agenda 2030 da ONU.

“A declaração do Pacto de Energia é mais um dos esforços do BNDES em atuar como indutor da aceleração de investimentos relacionados à transição da matriz energética brasileira para fontes renováveis”, comentou Bruno Aranha, diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES. “A iniciativa está plenamente alinhada com a atuação do Banco na pauta ASG (Ambiental, Social e Governança)”, concluiu.      

Pactos de Energia

Os Energy Compacts são compromissos voluntários de países, empresas, instituições e demais atores interessados, como governos locais e ONGs, com ações específicas que contribuam com o ODS 7, que prevê acesso universal, confiável, moderno e a preços acessíveis às energias limpas até 2030.

Ericka Araújo

Ericka Araújo

Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico. Possui experiência em produção de podcast, programas de entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Em 2019, recebeu o Prêmio Jornalista Tropical 2019 pela SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical) e o Prêmio FEAC de Jornalismo. Já atuou como repórter e apresentadora da Rádio Brasil Campinas. Formada pela PUC Campinas.

Um comentário

  • Bem inspirador, mas ainda se propõem a realizar estudos. Desde a década de 90, e até mesmo antes disso, diversos estudos, experiências e projetos demonstrativos já foram realizadas na Amazônia, nós mesmo já participamos de dezenas, seja com solar (fotovoltaica e térmica), biomassa (biogás, pirólise, queima, gaseificação), hidrocinética, óleos naturais, etc, etc. etc. Modelos com participação comunitária, ou sem, modelos de parcerias público-privado, modelos com ONGs, universidades, etc, etc. Existe uma massa grande de informação e conhecimento sobre o tema. Um exemplo onde o governo “erra” sempre, ao dar um sinal errado para o setor privado, são nos Leilões de energia para sistema isolados. Leilões mais favoráveis para fontes renováveis poderiam destravar muitas oportunidades para geração de energia limpa e descarbonizar a Amazônia. Bastava deixar claro e evidenciado nestes Leilões que fontes renováveis teriam um tratamento, no mínimo, equilibrado e equânime frente ao Diesel e, agora mais recentemente o gás que entrou na briga. Os Leilões são instrumentos que estão “na mão” do governo e a cada novo leilão, mais uma oportunidade é perdida para se descarbonizar a energia na Amazônia, pois as metodologias adotadas chegam a ser “punitivas” para fontes limpas e renováveis. Quem participa desses leilões sabe do que estou dizendo. Vence o Diesel, vence o gás, vence os hidrocarbonetos fósseis, perde a floresta e seu povo local e perde a sociedade brasileira (que paga essa conta). Perde o planeta. Essa é a agenda IMEDIATA e de curto prazo iniciar a descarbonização da Amazônia, sem falar das centenas de pequenos geradores a diesel espalhados em comunidades isoladas e remotas, mas ai o tema é outro.

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